Intocável – análise à entrevista de Pinto da Costa

Imbicto leitor,

Ontem foi um dia de emoções, no nosso clube.

José Peseiro esteve do alto do Dragão a ser apresentado. E sem adiantar muito, esteve particularmente bem. Gostaria de escrever especificamente sobre o nosso treinador em espaço separado, até porque a consideração e a ocasião assim o exigem – ainda mais quando me pareceu existirem diferenças em relação a apresentações de anos anteriores.

Agora, gostaria de falar sobre Pinto da Costa.

Generalidades

Há três coisas fundamentais que avalio, sempre que teço um comentário crítico ao presidente do FC Porto: o seu legado, o presente e a sua saúde. Engane-se aquele que embarcou na lógica sequencial relativa ao futuro. Não. O futuro é sempre igual: uma promessa, ou duas, de base e mais do mesmo – algo que até um passado relativamente recente correu bem.

Estive bastante atento à entrevista de Pinto da Costa e a primeira coisa que me passou pela cabeça foi ter tido a percepção de que estava a ver uma entrevista de há cinco, ou sete anos atrás. Não, não estou a falar dos cenários do Porto Canal que parecem ter sido metidos numa máquina do tempo de há vinte anos, ou do discurso de PdC – que me parece ter tendido para a moderação “sonsa” com a idade, fruto da ratice natural de quem lá chega, cínico, mas inteligente. Fiquei, muito honestamente, impressionado com a jovialidade do homem, mormente na vertente intelectual e na articulação de palavras a acompanhar o raciocínio. Fico, portanto, muito contente com a recuperação e aparente estabilização do estado de saúde de Pinto da Costa e verdadeiramente impressionado com a vitalidade da sua presença.

Falado que está o plano humano – o da saúde que de bem e de bom a todos desejamos – resta analisar o discurso e as ideias. E, claro, o Júlio.

A condução do debate

A entrevista foi conduzida com bastante profissionalismo. Sabida, ou não, de véspera, a natureza das questões e a respectiva preparação (algo que, francamente, houve momentos em que claramente me deu a ideia de ambas as hipóteses), agradou-me o tom e o conteúdo do questionário.

Tocou-se em temas sensíveis como o da boca grande da esposa do presidente – tenha ela aberto por ela, ou por outro -, ou como Lopetegui e os negócios com Jorge Mendes – do qual não estava, de todo, à espera – e ainda o das transferências falhadas/ esquisitas.

Resumindo este capítulo, Júlio Magalhães esteve bem e utilizou uma forma bastante pertinente de confronto.

O processo de escolha de José Peseiro

Ontem, talvez a grande novidade do dia tenha sido o timing afirmado por Peseiro e por PdC do contacto para encabeçar o comando técnico do FC Porto.

“Na manhã seguinte ao jogo do Rio Ave” – disseram ambos. Ao que Peseiro acrescentou: “nesse dia até falamos duas vezes (…) e fiquei logo com a ideia de que viria para o FC Porto”. Pinto da Costa afirmou e confirmou, ontem, que Peseiro foi a sua primeira escolha. A ser verdade (o que não me fio, até pela analepse da coisa), é particularmente preocupante por várias ordens de razão: em primeiro lugar, porque demorou-se duas semanas entre a intenção e a acção, perdendo-se duas vezes e sobrecarregando Rui Barros com responsabilidades alheias e os jogadores com a decadência permissiva das exibições medíocres, nas quais não fizeram putinho para passar outra imagem que não fosse a do marimbanço; depois, porque se Peseiro era a primeira escolha, então a decisão foi precipitada, uma vez que haveria outros rostos plausíveis mas que, agora, é assunto encerrado; também porque fiquei com a impressão de que esse lapso temporal quase proléptico foi responsabilidade da SAD e não na desvinculação aparentemente complexa por parte de Peseiro, do clube egípcio – para tal basta entender a sequência narrativa da apresentação do treinador.

Talvez por estabilidade, foi dito taxativamente que o treinador não é de transição e, preocupando-me de sobremaneira, mesmo na eventualidade de perdermos o campeonato. Pinto da Costa deveria ter sido taxativo na primeira parte da questão, mas nunca na última, até porque a confiança e a protecção a mais dão, geralmente, asneira.

Estamos, assim, perante um certo lost in translation.

A saída de Lopetegui

O JN utilizou hoje em capa um termo com a sua carga sensacionalista para se referir às declarações de Pinto da Costa sobre Lopetegui: “arrasou”. Tirando a natural e característica carga irónica e aparentemente dissimulada das referências do presidente a Lopetegui, não achei, em momento algum, que tal palavra utilizada pelo jornal se aplicasse.

De facto, Pinto da Costa foi crítico, mas pareceu-me sempre contido. O único erro que lhe aponto será o da típica e constante falta de mea culpa, continuando a querer arrastar para os outros, os insucessos, e para si os sucessos. Lopetegui viu-se “na mão” depois de saídos tantos jogadores e parece-me francamente forçado arrastar a bola para o lado do treinador a responsabilidade das saídas, devido aos empréstimos.

Lopetegui teve praticamente tudo o que quis, mas tirando Óliver (que ainda por cima, agora, está disponível, mas praticamente inacessível por razões óbvias), ou Casemiro, jogadores como Alex Sandro, Danilo e Jackson – pilares fundamentais e sólidos de outras temporadas em sectores fulcrais -, viram-se transferidos. E por muito que argumentemos com o valor dos substitutos, o factor integração e capacidade defensiva obrigam a repensar as comparações, já nem tendo em conta outras saídas, ou o factor Jackson. Este último e Óliver, sim, deixaram uma marca que, note-se, é difícil de corrigir.

Fiquei ainda desapontado com o presidente por este não querer reconhecer o seu “silêncio dos inocentes” e o desgaste que Lopetegui teve com tudo isto. Não fosse a circunstância forjada do ano passado e “o basco” teria sido campeão como os anteriores: a jogar de forma pouco empolgante, mas a ganhar.

PdC voltou a sacudir a água do capote piscando o olho aos adeptos quando disse que queria que estes gostassem do tipo de jogo que Lopetegui não incutia e que ele próprio não gostava. E assim, fez a comunhão com muitos deles – inclusivamente com aqueles que fizeram “invasão de balneário” e que assobiaram o sistema táctico do Lope, mas não os jogadores. Fiquei assim a saber que a inteligência e a meticulosidade dos assobiadores é digna de registo e, ainda mais, as conclusões conveniente e bastante inteligentes de PdC.

Concluindo este ponto, PdC ilibou-se e deixou a entender que Lopetegui não foi um homem de palavra, depois de ter, alegadamente, dito que não haveria problema em sair – sem nunca ter lido na boca do presidente algo mais do que uma conclusão de um desabafo indirecto: “por mim não há problema, resolvemos isto em dois minutos” – e depois ter faltado à suposta palavra e deixado de atender telefonemas, arrastando o processo para o advogado, acusando-o, indirectamente, de uma certa cobardia e traição de um homem de quem era amigo e recebia em casa. Estas adições das componentes da esfera pessoal agravam sempre a coisa…

“Este ano até nem temos tido grandes razões de queixa…”

Um dos momentos mais repugnantes que vi e ouvi, ontem, foi a candura com que Júlio Magalhães nos brindou com a saída acima. Desculpe, Júlio… O que disse?

Infelizmente, nem uma palavra sobre a época passada. “O que lá vai, lá vai”, mas as comparações estabelecidas com esta época poderiam bem ter sido o mote para falar – já que, finalmente, resolveu vir a público.

Aquela observação (im)pertinente do entrevistador obrigou-me a exclamar um: “Páaaa! A sério, ó Júlio!?”, vistos e revistos lances em que, por muito pouco prejudicado que Júlio Magalhães e o presidente se sintam em causa própria, o jeitinho “calimérico” já deu a oportunidade de fazer vontadinhas só para não ouvir falar alguém. E nós? Comidinhos de cebolada.

Sobre este tema não me alongarei, até porque não vale a pena. Mais umas bicaditas aqui e ali e mais um brinde aos coitadinhos do sistema, reprimidos e traumatizados pelas escolhas que os obrigam a errar, não raras vezes escandalosamente, sem que seja preciso recorrer a dez mil slow motions para encontrar subjectividades apreciativas. Deu para perceber que PdC vai continuar esfíngico e não vai mandar ninguém falar, já que tem telhados de vidro – independentemente de ser fama, ou facto alegado não provado.

Referências curiosas a jogadores do plantel

Convencidos que já todos estávamos da santidade de Casillas, PdC lá teve de vir reafirmar e dar mais brilho ao “San” Iker, sem tocar muito no assunto melindroso do momento e retirando os louros da sua chegada a Lopetegui. Mas o que me deixou intrigado foi mesmo a referência a dois outros elementos: Imbula e Suk.

Imbula foi o pretexto para mais uma bicada a Lopetegui. O “Ferrari” que está no banco vai fazer correr tinta, voltando a fazer recair as responsabilidades sobre o anterior treinador.

Colocar Imbula e Suk no mesmo saco é profundamente injusto. E foi isso que entendi, apenas para atingir Lopetegui e desresponsabilizar-se de tudo – seja porque deu asneira, ou possa vir a dar, numa diferença de valores e de intermediação que seria suficiente para nem sequer pensar em falar em ambos na mesma entrevista.

Suk fez tudo para vir, recusou propostas melhores e, mesmo assim, está a ser tratado como um tipo a quem se está a fazer um favor – não vá a coisa correr mal – já que se foi responsabilidade de anterior técnico mandá-lo vir, é deste a de o manter. E assim se trata quem quer vestir a nossa camisola, num processo que mais valia ter tido um elogio a Suk, do que usá-lo como pedra de arremesso.

Concluindo, creio francamente que Imbula não tem condições para continuar e que Suk deve recolher, ainda mais, o nosso apoio.

Negócios à Mendes

Talvez a maior surpresa da noite, para mim. O presidente sabe que pode vir a precisar de Mendes, mesmo percebendo-se que, por ele, nunca mais o via. E por isso, um elefante que, de repente tomou conta do ar do estúdio.

Não faço ideia se NES não foi cogitado por razões óbvias, mas pode bem existir um nexo de causalidade.

Adrián foi o mote para introduzir um tema extremamente melindroso, ao reconhecer que ficou a olhar com os onze milhões por causa, uma vez mais, dos outros. Não sei se Pinto da Costa ainda vive nesta realidade, se é um homem de negócios hábil que sempre conheci, ou se acha que Mendes é um duriense a quem se aperta a mão e nada se escreve para fazer um negócio, porque a palavra é tudo… A verdade é que, a ser verdade, foi comido e ficou mal na cena, pois ao arredar responsabilidades, assume incompetência na gestão do negócio que, diga-se de passagem, também serviu para mandar outra bicadinha ao Lope, nessa defesa descontextualizada de que era natural que quisesse trazer jogadores que conhecia.

Oi?

O momento da noite talvez tenha sido o esfarrapanço da desculpa usada para defender a sua esposa. Basicamente, PdC fez uso da peripécia para dizer que os companheiros da SAD são tão fofinhos e sérios que até a sua esposa se revolta com tal blasfémia proferida por Vítor Baía.

Parece que o presidente só soube das cenas de peixeirada tipicamente femininas depois e que, uma vez mais, não é nada com ele. Aliás, até nem se viu visado nem nada, nas palavras de Baía. Mas isso não foi suficiente para esclarecer que a vida privada do ex-guarda-redes nada tem que ver com a situação e que esses episódios de desgoverno pessoal são, obviamente, intrínsecos e que, por seriedade, não vale a pena mexer com o sagrado de cada um. Pois se vale tudo, alguém pode começar a lembrar-se de outras coisas – porque toda a gente as tem em defeito e promiscuidade – e a deprimência não terá outra cor que não seja a do equipamento secundário da equipa, salpicado de tons de azul.

Tudo isto foi triste e esperava, sinceramente, uma demarcação maior por parte de PdC. Nem que fosse a fingir. Só lhe ficaria bem, depois de ter aproveitado a deixa para dizer que não apoiaria ninguém associado ao CM.

R(a)lações externas

É assumido o corte de relações com os dois grandes de “Lesbôa”. A verdade é, relativamente ao Sporting, que Bruno de Carvalho ficou susceptível com uma atitude de Adelino Caldeira (lembram-se?). Deixou entender que, por ele, está tudo fino e que a estranheza é alheia e que as relações com as demais instituições, nomeadamente de carácter directivo para o futebol profissional, estão de boa saúde naquilo a que entendimento dos três grandes concerne. E isso é bom, obviamente.

Houve, pela primeira vez, um ensaio de aproximação à FPF, se bem que, a meu ver, poderá ter que ver com tudo menos com o futebol. Francamente, Pinto da Costa está já a jogar o seu xadrez para futuros tempos em que, mesmo que não seja ele o candidato, seja eleito o candidato que está a preparar, ou que gostaria de ver na presidência, porque há putativos que, esses sim, são de peso e lidam melhor com contas.

 

A recandidatura e as promessas de sempre; sempre cumpridas

Pinto da Costa deu uma entrevista ao Porto Canal, acima de tudo, para por ordem na casa e reconquistar os adeptos com o seu ar e intervenção adoráveis (sem ironias). E se há coisa que sempre fez, foi cumprir as suas promessas e, para isso, promete coisas vitais em todos os sectores, a cada mandato.

Desta vez a promessa é a de criar condições sérias para desenvolver as potencialidades da formação do FC Porto como grande aposta de futuro em todas as camadas. É, de facto, importante e parece-me uma promessa fulcral. Espero que, como praticamente sempre prometido, vejamos a nossa formação a ter reais oportunidades na A, dando sentido ao romantismo e ao ADN Porto. Mas para isso, construir e contratar para o sector não chega. É necessário varrer maus ambientes de balneário e clarificar as relações pouco esclarecedoras entre o FC Porto e os fundos/empresários. Caso contrário, as boas intenções em fazer regressar Rafa, ou de fazer evoluir Gonçalo, esvaziam-se – especialmente se o argumento for o de “não ficar indiferente à Académica”. Já agora… Onde anda o Ivo e o Tozé, dois dos mais destacados talentos da formação do FC Porto, fulcrais no campeonato da B de há dois anos atrás?

Resumindo…

Pinto da Costa está na luta. Está em grande forma. Mas isso não esvazia o papel dos restantes administradores da SAD que precisam que a “mulher de César” os defenda e que se mantêm calados, só dando a cara e a boca no sucesso.

Houve muitas questões que ficaram por responder e onde se tocou, ao de leve, com a abordagem do papel do filho de PdC na intermediação de jogadores. O problema não será, com toda a certeza, o filho do presidente, mas uma política que carece de esclarecimentos quanto às razões que levam à realização de certos negócios pelos valores altamente questionáveis com entidades desconhecidas e, acima de tudo, pela forma como são conduzidos em prejuízo do clube – nomeadamente da sua dama mais querida para o novo mandato: a formação.

Gostaria ainda de perceber por que razão o escrutínio não poderia passar a ser no final da épocas, onde, aí sim, poderemos com o devido discernimento, avaliar o trabalho feito.

Por último, uma das grandes desilusões: a referência aos adeptos nas redes sociais.

PdC marimbou-se para isso, preso que deve estar à velha guarda do modus vivendi. Mas o mundo mudou. Outras pessoas nasceram. Outros adeptos apareceram. Outros associados gastam e aparecem nos jogos. E são estes adeptos e associados mais novos que serão o futuro e que, numa nova ordem social tecnológica, têm acesso a mais e mais esclarecedora informação, à discussão de problemas do clube e à sua opinião que faz com que o FC Porto tenha o maior número de seguidores no social – o que, por sua vez, se reflecte nos patrocínios, nas receitas e na eficiência económica com um marketing mais efectivo, mensurável e rentável. Por isso, atenção, Sr. presidente! Esta é a nova realidade das massas e dos comportamentos tribais que o podem colocar, se todos se lembrarem disso, de repente, por uma iniciativa de marketing de guerrilha, numa cadeira mais confortável do que a da presidência. Não assobie para o lado porque este tipo de fenómenos quando ataca, ataca a sério e destrói de forma avassaladora por onde passa – porque o arrependimento e a consciência só vêm depois. São pessoas reais – quer usem, ou não, o seu verdadeiro nome (como no meu caso) e que têm a força do sensacionalismo e de milhares de seguidores do seu lado; não é inteligência artificial a de dar erros de gramática/ ortografia no Facebook – mas num boletim de voto, tal como quem não sabia escrever há cinquenta anos atrás, tem a força de uma cruzinha.

Antevejo mais uma vitória sem espinhas. Espero é que as espinhas que não haja na vitória as passe a haver numa mudança que se quer profunda do modus operandi do clube e, com toda a certeza, de Pinto da Costa e de quem o rodeia.

Pinto da Costa é um homem verdadeiramente fascinante. Porém, não pela falta de títulos, mas antes pela passividade, deixou de fazer aparecer em meus olhos um brilho que dele sempre tive e retive. E é pena, porque hoje, tudo o que diz parece ter outro sentido; nem que seja pelo esboço de crítica que dantes não me atreveria a ensaiar.

Apesar de tudo, obrigado pela dedicação de uma vida e de portismo! Sem que isso possa ser desculpa para fazer nada com o que se fez antes.

Imbicto abraço

 

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22 thoughts on “Intocável – análise à entrevista de Pinto da Costa

  1. vimos e ouvimos a mesma entrevista.
    e, no fim, tudo se resume a “isto”:

    «
    Pinto da Costa é um homem verdadeiramente fascinante. Porém, não pela falta de títulos, mas antes pela passividade, deixou de fazer aparecer em meus olhos um brilho que dele sempre tive e retive. E é pena, porque hoje, tudo o que diz parece ter outro sentido; nem que seja pelo esboço de crítica que dantes não me atreveria a ensaiar.

    Apesar de tudo, obrigado! pela dedicação de uma vida e de portismo!
    »

    abr@ço
    Miguel | Tomo III

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  2. Caro Imbicto,
    É sempre um prazer (recorrente) lê-lo, mesmo não concordando com alguns pontos.
    However… deixe-me só dizer-lhe que o Ivo, depois de ter passado pela equipa principal, está a fazer uma bela época no Arouca, na nossa Liga Principal. Da mesma penada, recordo-lhe que o Tózé é suplente no Vitória de Guimarães. O titular é o Otávio. O primeiro já não é, pelo menos totalmente, nosso. O segundo sim. Claro que isto não é nada que o meu amigo não saiba, pelo que não consegui perceber de que forma estes exemplos ilustravam o seu argumento.
    Abraço.

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    1. Imbicto Silva,

      O prazer é recíproco ao tê-lo por cá!~
      Relativamente ao argumentário, tento perceber onde existiu, num passado recente, preocupação efectiva em aproveitar as principais figuras da B – tirando o insuficiente exemplo do Rúben. Mais ainda, onde é que esteve a oportunidade do Ivo, ou do Tozé, principalmente este último com garantia carimbada de PdC na última entrevista que havia dado?

      Imbicto abraço!

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      1. O Ivo não me parece um caso arrumado. O outro é. E bem, até ver. É a qualidade que justifica a oportunidade. Não podemos inverter esta ordem. É a qualidade do Chico que tem que lhe valer um lugar. E do Ismael. Como do André. Não vamos ficar aqui sentados a fazer do Castro titular, com todo o respeito, só porque é dos nossos. Naturalmente, estás avaliações são subjetivas. Está é a minha.
        Abraço

        Liked by 1 person

      2. Imbicto Silva,

        De acordo, obviamente! Mas aqui entra uma segunda condicionante: a pertinência dos empréstimos, no momento e no agente receptor. Os casos do Kayembé, do Ivo, do Gonçalo e do Ricardo Pereira são paradigmáticos. Pior, agora com Rafa, fazendo fé no critério de “não ficar indiferente à Académica”…
        É mais essa a minha lógica e não aquilo que o Silva aponta, com toda a pertinência e constatação.

        Imbicto abraço!

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  3. Caro Imbicto!

    Já todos sabemos o que a casa gasta e Pinto da Costa é como sempre habilidoso na forma de tornear as perguntas que lhe fazem…
    É claro que todos temos de estar gratos por aquilo que tem feito pelo FC Porto, e até lhe podíamos perdoar certas omissões, mas… Quero manifestar aqui o meu descontentamento perante a sua inércia nos temas relativos às arbitragens. Não sei se já repararam nos critérios dos árbitros que permitem a quase violência (entradas de choque, cacetada) contra os futebolistas do FC Porto, e, em contra partida se o adversário se atira para a piscina é logo no mínimo falta, quando não, são reprimidos com o cartão amarelo, por dá cá aquela palha…!!! Os senhores do apito têm de apoiar/valorizar o futebol espectáculo, logo protegendo os profissionais de futebol mais tecnicistas…
    Se Pinto da Costa está inibido de protestar devido aos tais telhados de vidro que lhe atribuem, porque não, a exemplo de Benfica e Sporting, encontrar/contratar um seu assessor que denuncie na imprensa desportiva todos os casos em que o FC Porto é grosseiramente lesado.
    Na minha opinião, presentemente ao nível das arbitragens o FC Porto é tratado pior do que um dos considerados clubes pequenos… Perderam-nos o respeito; quantos aos árbitros: está na moda prejudicar o FC Porto que a começar nos Big Boss da arbitragem da FPF e a continuar na imprensa desportiva afecta ao Benfica e Sporting que dá cobertura e que são a maioria nas televisões (RTP, SIC e TVI) e jornais de Lisboa, escamoteando os acontecimentos.
    Já ninguém respeita o FC Porto,

    Armando Monteiro,
    http://www.dragaoatentoiii.wordpress.com

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  4. Meu caro e Imbicto amigo,

    Há muitos anos, li o fabuloso Nome da Rosa, de Umberto Eco, que recomendo vivamente a leitura.

    O tema sempre presente era o da expiação do pecado pela acção e não pelo discurso. Talvez fosse uma questão de gestão de expectativas, mas vais-me fazer o favor de me dizer quando, nos anos que acompanhaste o discurso de Lopetegui, ele tenha admitido publicamente um erro.

    Ontem, sem o dizer explicitamente, vi-o fazer em três momentos: em relação a Lopetegui, a Imbula e a Adrián. Também o vi sensível à vontade da sua massa associativa, contrariando uma noção – minha, inclusive – de indiferença à mesma, ao falar do tipo e qualidade do futebol.

    Tal como eu e tu, tenho a certeza que Pinto da Costa deu todas as condições e latitude a Lopetegui para inverter a marcha dos últimos meses.

    A mim, mais do que assumpções de culpa através de discurso, quero práticas diferentes. Se a sua intervenção se tornar regular – que não constante – aprendeu com erros passados. Se não fizer mais negócios “à experiência” idem ibidem. E algo me diz que nomes de 20M não verão o Dragão tão cedo.

    O cuidado de falar de Rafa diz que quer integrar os jovens que estão – literalmente – a ser criados no FC Porto, como o enorme Leonardo “Mambo” Ruiz, o Tony Djim e outros tantos e tão bons.

    Quanto às redes sociais, não é ele quem está atento – nem tem de estar. Mas aposto que tem briefings sobre o “pulsar popular”. Chames-lhe o que queiras. Sei perfeitamente que é uma bicada ao presidente-adepto que usa o Facebook como sua presidência. Pinto da Costa não precisa de tweets, posts no Facebook ou Instagram. Se ele quiser, bastam 10 segundos a um jornalista. O seu carisma diz o resto.

    Sim, eu gostei. Não esperava vergastadas nas costas com o Acto de Contrição em Latim. Esperava visão de futuro. E essa tive. E gostei.

    Abraçom Azul e Branco,

    Jorge Vassalo | Porto Universal

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    1. Imbicto Jorge,

      Entendo perfeitamente a tua perspectiva. Entendo e respeito.
      A minha é diferente, como já deixei claro. Tudo porque os teus argumentos, embora pertinentes e válidos, em relação à acto de contrição presidencial, não foram mais do que formas de culpar-se pela culpa dos outros. Foi essa a minha percepção.
      Em relação à formação, PdC fizera já, na anterior entrevista, essa mesma “promessa” com muito mais condições, pois haveria transição e muitas saídas na equipa. Mas nada. Apenas intenções.
      Quanto às redes sociais e aos adeptos, francamente, achei apenas uma forma de ignorar o inevitável e a actualidade, sem que pare isso tenha de imitar os hábiotos do Antero, sempre de smatphone na mão (não raras vezes, nos piores momentos). O apelo aos adeptos, para mim, não é mais do que um canto de sereia para quem acreditou sempre nele começa a desconfiar. PdC percebe que não pode ignorar isso sob pena de perder apoio recente e futuro – para ele, ou para quem gostaria que dele fosse o seguidor.

      Espero estar profundamente enganado. Espero pelo acto que confirme essa palavra rectificada.
      Mas isto, meu caro, pode ser apenas a paixão a passar a amor…

      Imbicto abraço!

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      1. Dass lá prós typos!

        Errata: “nos anos que acompanhaste o discurso de Lopetegui, ele tenha admitido publicamente um erro. ” leia-se “nos anos que acompanhaste o discurso de Pinto da Costa, ele tenha admitido publicamente um erro. “.

        Estranhamente, contudo, é verdade nos dois casos!

        Abraçom

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  5. Para mim, esta entrevista foi suficiente. É verdade que faltaram algumas questões, mas acho que a na generalidade das perguntas, as respostas foram satisfatórias. A parte da polémica da mulher dele com o Vitor Baía é que me pareceu um pouco rebuscado. Mas isso são assuntos para encher jornais.
    Não assumiu o erro da contratação do Lopetegui com palavras, mas ao despedi-lo já o tinha feito.
    Sobre as redes sociais é que não acredito no que ele disse. Acredito que não seja ele a vasculhar o que é dito em páginas do facebook, mas certamente alguém o faz por ele. E por isso parte da entrevista foi para tentar apaziguar os adeptos e tentar que voltem a apoiar a equipa e a direção como sempre foi.

    Cumprimentos.

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    1. Imbicto Tiago,

      O que escrevi não é absoluto. Cada um tira as suas conclusões. E essa é a beleza que o debate tem, especialmente se for apaixonado.
      Com toda a certeza que será Antero Henrique a tratar do Social Media (de tanta vez que anda de smartphone na mão)… Agora sem brincar, é óbvio que Pinto da Costa não ignora o que se passa nas redes sociais por parte das pessoas que ele considera serem credíveis. Mas, tal como refiro, mais ou menos credível; mais ou menos anónimo, a verdade é que por detrás de um teclado está um potencial votante.

      Imbicto abraço!

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  6. Caro Imbicto,

    Parabens pela análise pormenorizada e absolutamente coerente, ao contrário do que infelizmente tem sido pratica ultima do nosso fantástico Presidente.
    Concordo inteiramente consigo.

    Raoc

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