Dez perguntas

Imbicto leitor,

Não sou ferro. Não consigo ficar indiferente às mais recente notícias acerca do FC Porto e da aparente luta de poderes existente no seio do clube e da SAD. De nada me importaria tudo o que se escreve, não fossem algumas pessoas bastante bem informadas darem como factual a presente conjuntura.

Quero que alguém me explique, como se eu fosse muito, mas muito burro mesmo, o seguinte, retirado do senso comum Portista:

  • Por alma de quem é que o nome Alexandre Pinto da Costa (APdC) está, sequer, a ser veiculado um pouco por todo o lado – seja na CS, ou nos corredores – como sendo, sequer, um hipotético problema, ou (má) influência do que quer que seja, não estando eleito seja para o que for?
  • Se já havia problemas “semi-públicos” evidentes entre APdC e AH antes das eleições recentemente ocorridas, por que raio não se resolveram tais problemas antes de se assegurarem, vá, “postos de trabalho” com o respectivo estatuto, poderes e rendimentos e por que raio tais problemas seriam, sequer, razão para perturbar a governança, não sendo o primeiro, aparentemente, dado nem achado formal nos destinos do clube?
  • Desde quando é que, para se ser dirigente, coordenador, representante, ou comunicador do FC Porto, não é necessário ser Portista (ou saber de antemão que já foi, ou é, de outro clube, espelhando-o, ou não, nas redes sociais) e por que razão a palavra “familiar” passou a ser uma palavra familiar?
  • Por que razão Fernando Gomes (actual administrador) está na SAD, não sendo, segundo se diz, “portista desde pequenino”, não sendo propriamente reconhecido pela sua capacidade de gestão brilhante e unânime e ainda por cima ter uma óbvia relação com um aparente nojo antigo de JNPdC: o nojo pelas ligações entre a política e a bola?
  • Por que razão Fernando Gomes (FPF) saiu da administração da SAD e, consequentemente, parece ter sido eleito como o inimigo número um de JNPdC?
  • Por que razão Angelino Ferreira saiu da administração da SAD por “razões pessoais” que rapidamente e inexplicavelmente parecem ter-se tornado razões de incompatibilidade estratégica – tendo em conta as declarações que se têm feito?
  • Por que razão não há membros ligados à direcção e respectivos órgãos a dar a cara, ou a sair do silêncio sepulcral pelos insucessos nesses mesmos campos de actuação, dando apenas espaço à figura do presidente em último recurso, depois de esgotados bodes-expiatórios como treinadores, ou jogadores?
  • Quem e desde quando é que, verdadeiramente, está a gerir o quê no FC Porto para lá das designações terminológicas?
  • De que adianta escudar apenas membros directivos confundindo-os com a instituição, quando a identidade Portista sempre se evidenciou pelo resguardo de todos os elementos do Portismo – desde dirigentes, passando por jogadores e treinadores e terminando nos próprio adeptos com exposição pública (hoje eleitos como alvos nº1 a abater, quando em discordância)?
  • Quem é/ são o/s bufo/s?

 

Mais do que minhas, são questões e alegações que fui ouvindo, aqui e ali, e para as quais nunca houve resposta, ou pista. Urge perceber se este mandato, efectivamente, vai durar mais do que um ano. E se é para tal, já que estamos no abismo caídos da boca de um poço sem fim, defina-se, já, não só a componente desportiva, mas também a componente administrativa.

Este é o resultado do timing questionável para se terem marcado eleições antes de resultados à vista… Resultados esperado, diga-se…

Imbicto abraço!

P.S.: Esta conjuntura parece marcar a inimaginável desambiguação do acrónimo PdC com as iniciais: APdC e JNPdC por objectivas faltas de referência una anteriores. Ao que isto chegou…

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5 thoughts on “Dez perguntas

  1. qualquer comentário adicional da minha parte iria ser tristemente irónico e sarcástico para com a situacao do clube, por isso nem o escrevo.
    um excelente e imbicto post, sem dúbida!

    imbicto abraco!

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    1. Imbicto Michael,

      Infelizmente, de forma mais ou menos presumida, são questões que já vi colocadas um pouco por todo o lado – fosse em posts da Bluegosfera, ou em conversas de circunstância sobre o clube. Qualquer esclarecimento é de valor. Mas respostas a estas questões que todos fazem, certamente nunca haverá. É pena e é triste… Não há sentido que se descortine na situação actual.

      Imbicto abraço!

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  2. Caro Imbicto Poema!

    Compreendo muito bem a sua preocupação e a sua razão, pelo que vou tentar resumidamente dar os meus bitaites sobre o assunto:
    1 – A ser verdade o que tem transpirado e ventilado na comunicação social, sobre a tentativa nefasta do APdaC de se imiscuir nos assuntos do Clube, é realmente de bradar aos céus e só possível porque o papá é presidente. Um Presidente em declínio, em fim de ciclo, como afirmam os detractores/inimigos do FCP , isto insisto, caso seja realmente verdade o que refere no seu “post” .
    2 – Para já, o que me parece preocupante é não ter aparecido e concorrido à eleições no FC Porto uma alternativa credível a Pinto da Costa. Todos os possíveis candidatos que se movem na sombra (subterrâneos) se encolheram com medo de disputar a direcção com JNPda C. É claro que PdaC é um ícone e um mito no FC Porto, mas a continuar assim, meio ou senil inteiro, arrisca-se a sair do Clube pela porta pequena o que até não será desejável.

    E para já é só. Haveria mais coisas a referir mas fica para uma próxima ocasião…

    Abraço,
    A.M.
    http://www.dragaoatentoiii.wordpress.com

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