Novo-Velho normal

Imbicto leitor,

Serve esta rápida observação para ser justo para com aqueles que fazem mais por nós quando são iguais a si próprios e à sua história, do que adaptados a um novo tempo cuja perspectiva de normalidade me deixa preocupado em relação ao futuro.

Aqui e aqui, encontrarão a pertinência desta minha observação, perfeitamente e correctamente enquadrada e observada pelos meus companheiros, os Imbictos Miguel Lima e Jorge Vassalo.

Portanto, para mim existem prós e contras.

A favor, o momento. Estamos num interregno de jornadas. A montante, duas grandes-penalidades; dois casos; dois jogos; dois critérios interpretativos (que o diga o avaliador do estou-a-ser-perseguido-Ferreira-que-deveria-ser-Cosme-Machado-por-um-dia) e dois esquecimentos: da Liga, em mandar Jonas para o banco, de forma compulsiva, tal como exige a letra da lei; do FC Porto que, através da DD reagiu tarde e mal, insistindo em chover no molhado quando a preocupação deveria ter sido lembrar Lisandro por aquele episódio suspensivo em vez das suas prestações lá fora; mais ainda, porque um certo nome mais ou menos católico foi nomeado para nos dar sermão e missa cantada. Já a jusante, isso mesmo – o jogo onde o capelão toma conta das lides e ajuíza o certo e o errado na casa com símbolo da cruz de Cristo, numa zona também ela de génese católica e com  um presidente não menos católico pelo FC Porto, tendo chegado a ser Dragão de Ouro – nessa leviandade, hoje, tão normal do reconhecimento das coisas vãs e dos amigos do peito que se sentam na tribuna. Uma equipa que, diga-se, tem abordagens de jogo interessantes dependendo do sujeito passivo adversário, convertendo as nossas visitas, não raras vezes, em calvários autênticos. Estamos perante um estranho alinhamento de astros, para os quais Descartes não descartaria mais uma prova da existência de Deus, tal o teor religioso e seguidista do #andor que leva o santo ao #colinho.

PdC  reagiu bem, no momento adequado e com o seu estilo característico. Tudo o que disse passa por uma gravidade tremenda e só um deslocado mental consegue ignorar isto, deixando-me atónito quanto à falta de recursos para colocar um ponto final a esta pouca vergonha, recorrendo de uma vez e sem mais piedade, a organismos internacionais de supervisão. Estou, francamente, farto de ser gozado como portista e que o meu presidente tenha reagido – muito bem – numa altura em que as eleições se aproximam. Estou ainda farto da leviandade com que os repastos mais merdosos – perdão ! – “sarrabulhados” têm lugar a uma qualquer mesa com toalha aos quadradinhos – seja por não chegarem a ser servidos nessa terra rica em vitela branca da boa e da tenra cujo exercício da violência é popularmente aleatório, segundo as lend(i)as do cacete por detrás do tribunal na Rua dos Combatentes da Grande Guerra (curioso nome); seja ainda na capital desta coisa a que chamam de país evoluído, onde qualquer tasca é passagem obrigatória e adequada ao gosto do clube mais-melhor-bom.

Resumindo, se o meu caro presidente quer falar, então fale mais e fale assim. Sem vulgarizar, mas com o alfinete que traz sempre debaixo da manga no momento certo. É que falar agora é especialmente pertinente – não apenas pela nomeação religiosa com as abstenções de que fala, mas também pela altura que antecede ao acto eleitoral que pode, ou não, prolongar este “silêncio dos inocentes” – que, ironicamente traduzidos para português, é “Silêncio dos Cordeiros”, como no primeiro filme da saga, prontinhos a ser expiados.

Fale, fale bem, fale a tempo, mas fale. Especialmente de Abril para diante, depois de dia um, claro e depois do acto eleitoral já ganho, mas sempre necessitado deste reforço de confiança, para não dar mau aspecto na percentagem indiciadora de que as gentes já não estão (tanto) com esta direcção… E já agora, aproveite para contratar os autores do blogue Tribunal do Dragão para fazerem alegações pertinentes, comprovadas e atempadas. É que este meio começa a ser mais incisivo e certeiro no objecto do que a vossa publicação, cuja imputação culposa não pode, tal como a Peseiro, recair sobre os seus autores.

Assim sendo, faça-se no Porto a tua vontade. Mas sem mais silêncios, porque os crentes não duram para sempre e as gerações renovam-se e informam-se…

Imbicto abraço!

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