Inenarrável

Imbicto leitor,

Hoje, nem dormi direito. Deitei-me tarde e mal a pensar e a repensar, não na solução, mas na forma irremediável a que chegou o nosso FC Porto. Quem o colocou no patamar cimeiro está, hoje, a trazê-lo de volta às raízes, mas sem a carga identitária que ainda era o que nos caracterizava. A nossa direcção é uma merda, neste momento; os nossos adeptos são a pior merda que pode haver, por entre os clubes grandes, mas em o impacto de outros maiores; ainda a História… esse retorno que nos traz de volta aos cinquentas, sessentas e setentas, ostensiva no roubo e declaradamente hostil sem que nada se faça, ou diga.

Simplesmente inenarrável. Estou inconsolável…

A Dragões Diário de hoje deixou-me ainda mais inquieto. Repare-se… Afinal, sempre é possível falar sobre aquilo que aconteceu horas antes. Houvesse dúvidas sobre o automatismo e a “hora de fecho”, esta última farpada surge no momento “adequado”. Mas porquê adequado com aspas? Porque ser adequado para o momento de lançamento de uma espécie de órgão de comunicação oficial do clube emissor de notícias, não pode, em tempo algum – como já tantas e tantas vezes disse – substituir a primeira pessoa (a direcção). E depois, o peso da acusação não pode, nunca, recair sobre laços familiares, trivialidades, ou estados de espírito, como aconteceu, nesta última. Isto é muito mau, mesmo, até porque o contraditório badalhoco vem com os telhados de vidro que por ali há – os tais que, esses sim, devem ser evitados, em vez de eventuais rabos presos desconhecidos.

Enfim… Ainda agora comecei e nem sei o que mais dizer. Foi tanta, tanta coisa. Foi a catarse!!! Foi o canto de mil e uma sereias. Foi tudo e foi nada.

O jogo

Curiosamente, foi bem conseguido em termos exibicionais, na primeira parte. Depois de uma entrada em falso e de um erro amador que se evita cometer nos infantis aquando de uma saída de bola, a equipa foi ultrapassando a ansiedade e lá começou a carburar. E bem, muito bem.

Grande caudal ofensivo, trocas de bola rápidas, jogo largo, com linhas próximas e sem esquecer o miolo; variações de velocidade e posse! A tal posse que ontem muitos confundiram com tempos recentemente passados, talvez devido a demasiado trauma. Mas houve um problema: não havia golos. Embora marcado, uma vez mais, de bola parada com Layún ao barulho, não houve mais aproveitamento de tanta avalanche ofensiva. E isto, sim, é particularmente grave, em especial com falhanços que fazem lembrar o de Capucho frente ao Schalke do “Ganda Neuer”.

A segunda parte chegou, o FC Porto transformou-se para pior e começou, aos poucos a tornar-se desvairado, sem razão e sem objectividade. Houve mais desespero do que cabeça e depois, entrou Peseiro em acção, não por tirar André André, mas Brahimi. E, pior, por colocar opções cuja alternativa não existe, em mais uma consequência de tomadas de decisão da SAD nos mercados, incompreensíveis. O plantel é curto e mediano, tal como com Fonseca, idos daqui valores cujo contributo não correspondia à fama ou ao potencial.

Quer-se talento, mas também é bom que cá venham com ideias de jogar e não de expor-se na montrado “Blue Light District”.

O Arouca, essa equipa do caralho

Sim, o Lito é um treinador do caralho. E o Arouca, por arrastamento, tem uma equipa do caralho, com um guarda-redes do caralho e com uma lata do caralho para dizerem que dominaram o jogo todo.

Mas é isto, estão a ver? Esta falta de respeito. Esta petulanciazinha de quinta de quem vem cá para meter nojo e, com o decorrer da primeira parte, não levar dez e ainda sair daqui a gozar connosco porque foi duas vezes à baliza e marcou – numa por mérito (em conjunto com demérito da nossa defesa), noutra por tosquice militante –  e sai com três pontos, após oitenta e cinco minutos de anti-jogo puro, duro e consentido.

Ontem, foi chocante assistir às simulações vergonhosas de lesão, de toques supostos cujo movimento de ar é suficiente para ganir e de nojice pura de um guarda-redes do qual não me atrevo a dizer o nome, mas de quem passei a ter uma raiva indescritível suplantada apenas pela do soprador com camisola de cor fofa.

“Dominámos todos os momentos do jogo” – foi com este brinde que o Sr. Lito nos brindou, a fazer um esforço descomunal para não se rir na cara de todos, porque foi como um puto irritante, fino e mimado a quem tudo foi permitido e desculpado. Um episódio recorrente, até porque tudo isto me fez lembrar aquele sr. de Paços…

Soprar é para todos

Estamos no Carnaval, mas o brilho do apito brasuca não parece ter afectado muito o sr. de camisola fofa…

Faltinhas, anti-jogo, período de descontos descabido… Enfim.

Ontem, tudo foi permitido ao guarda-redes dessa grande potência futebolística. Tudo! Ele era simulações de lesão; ele era cansaço; ele era deitar-se na relva porque estava cansado, ou a pensar em como iria voltar a rebolar. Tudo. Tudo vergonhosamente permitido.

Depois, o momento do jogo: André André está em posição regularíssima aquando do momento do passe, antes da assistência para golo, onde também não havia fora-de-jogo. É chocante perceber que estávamos por cima, ainda num momento em que a equipa estava a jogar razoavelmente, mas já sem os atributos da primeira parte.

Entradas sarrafeiras? Ó, deixa andar… Faltinhas com o vento é que não…

Simplesmente indescritível, coroando a actuação extraordinária com seis minutos que fariam corar o Paixão.

Destaques também os houve…

André André, Layún e o incontornável Danilo. Três grandes, enormes exibições e demonstrações de dedicação ou de profissionalismo – se for cedo dizer portismo, para alguns -, mas a primeira definição basta. E veremos, daqui a pouco, porque é que digo isto…

Danilo estava com problemas musculares desde uma entrada sarrafeira,  ainda nos primeiros vinte minutos de jogo. Estava em vias de não poder deslocar-se lá abaixo por causa dos amarelos (não me refiro à cor do equipamento de alguns árbitros, mas podia…). Mesmo assim, deu, deu a dar e nunca pareceu cansado. Levou a equipa às costas o jogo todo, mas por vezes as costas de um só gajo não chegam para tanta carga e tanto peso morto acumulado.

André André teve da sair. Não havia hipótese. Estava com limitações físicas, tem sido submetido a alta rotação em muitos jogos seguidos. É sempre um exemplo a quem a braçadeira faz o sentido que perdeu e que não mais esta instituição chamada FC Porto quis dar-lhe: a do peso do amor e da dedicação, mas, acima de tudo, do EXEMPLO.

Layún, acabado de chegar, faz mais pelo Porto do que gajos que cá estão há quase uma década. É incrível. Um rendimento impressionante e uma dedicação e compromisso inabaláveis. Ah… e não estava a jogar na sua posição mais confortável…

Cambada de imprestáveis

Sim, vocês, adeptos de merda. Não valeis nada. Nada. Nada. Falo dos milhares de imbecis sempre prontos a desgraçar o ego de um jogador de elite. Aposto até o “Renalde” sairia daqui a chorar.

Vocês têm a noção do que têm feito ao “vosso” clube? Têm a noção de que estão a tornar-se na desculpa perfeita para a incompetência? Têm a noção de que estão a tornar-se na desculpa óptima para o roubo descarado, desviando atenções? Têm a noção do que é ser assobiado logo no primeiro quarto-de-hora por errar dois passes seguidos porque têm alguém de ponta?

Para o adepto portista é um problema não pegar de estaca. Ou pegas logo, ou ´tás fodido. Aqui não há lugar, mais, ao crescimento, ou adaptação. Aqui é chegar e fazer, como se tivessem sido ensinados e, depois, apertam com o gajo se não fizer o que deve, imediatamente – nessa forma pidesca de actuar, como se fosse uma gaja frustrada com a própria vida que passa a vida a dizer mal do homem e dos filhos, não às amigas, mas em praça pública.

Façam-me um favor… Vão pró caralho! Vocês e o vosso cartão de sócio que só serve para entrar no Dragão (não para votar) e meter nojo, ou então como compra ostensiva de um elemento ornamental que vos atribui estatuto e, por conseguinte, o direito a fazerem o que querem sem que vos chamem à atenção. Fiquem em casa, comprem camisolas e entradas no museu e deixem os lugares vazios. A equipa jogará melhor, com toda a certeza e os jogadores começarão a ir daqui com outras recordações que não as de um clube incompreensível e sem lógica, nesse suporte da pipoca, em que ver um jogo, para vós, deve ser como ir ao ginásio mandar umas cacetadas num saco de areia – mas isso aleija as mãozinhas, não é…?

E no meio disto tudo, safam-se dois tipos de portista que lá vão: os calados, ou introvertidos, que sofrem por dentro, ou com o amigo/ família que levam; e as claques. Sim, esses tipos tantas vezes conotados com a violência e com actos pouco racionais estão ali, sempre.

O Dragão tornou-se num lugar estranho. Muito estranho. Muito frio. Temente para nós e desejado por outros, para expurgar males antigos.

Em noventa minutos, só se ouvem as claques. E quando se calam, eis um silêncio sepulcral, frio, acompanhado por uma ou outra carvalhada.

Francamente, estás a mais. Repensa o teu lugar aqui, do nosso lado, porque ser Portista não é, de todo, o que fazes, desde o primeiro assobio que mandas ao Herrera, ou à tosquice militante do Maicon.

Por falar em Maicon…

Agora é moda as senhoras, companheiras (ou o que lhes queiram chamar…) dos jogadores mandarem bitaites. As companheiras, os papás, os empresários exploradores… Enfim. Mas se até a mulher do presidente fala para dizer asneiras e não se passa nada, ora que fique estipulado o precedente e a “bontadinha”.

Nem sequer me vou dar ao trabalho de falar na srª Roque. Vou é dar-me ao trabalho de lhe aconselhar fazer uma revisão aos manuais de Português do primeiro ciclo (com, ou sem acordo ortográfico, porque a gramática é igual) e a entender que o que disse é grave, pois deixa insinuações acerca do profissionalismo da equipa médica do FCP (a instituição que lhe permite ter uma vida desafogada por interposta pessoa), uma das mais reputadas do mundo desportivo.

E já estamos a começar pelo fim. Tudo, porque o Sr Roque decidiu perder a memória e o tino e achar que está a jogar num solteiros vs. casados, em que te chateias com a prima e coiso…

Filho, acabou. Não sei o que é que vão fazer contigo, mas não pode ser coisa boa, mesmo tendo em conta a mudança de paradigma directivo.

Vamos lá ver se entendes uma coisa… Já não se trata, sequer, de jogares no FC Porto. Já não se trata, sequer, de apresentares no teu braço esse pedaço elástico esvaziado de significância. Trata-se, isso sim, de fazeres o que te compete: jogar à bola – ser profissional. Tens um contrato, mal ou bem, cumpres. E se estavas a cumprir mal, cabe ao teu superior retirar-te da função; não a ti. E assim, perdeste a razão toda, tal como quem por justa causa viola conteúdos legais livremente estipulados pelas partes (de um contrato, claro…).

Sabes, fizeste-me lembrar aquela família de benfiquistas em Guimarães, no ano passado, da qual já ninguém se lembra… O agente até pode ter ouvido águias e lagartos, mas nunca, em tempo algum, pode subtrair-se à sua função, agravada pela obrigação do intangível da braçadeira da PSP, do seu posto hierárquico e dos seus anos de dedicação.

Ninguém, nunca, poderá colocar em causa o teu portismo. Mas todos, sempre, poderão colocar em causa o teu profissionalismo, por muito que te tenhas esforçado a recuperar dessa lesão que a tua esposa diz que não ta curaram. Resolveste juntar ambas e o resultado não poderá ser outro que não aquele que imaginarás, infelizmnete.

Noutros tempos, enviaram o Jorge Costa de correio expresso para Inglaterra depois daquela atitude e de uma braçadeira pelo ar que, na altura, tinha outro valor (é dos mercados, ´tás a ver?). Contigo não sei, mas lamento que tenhas escolhido esta via.

Calculo que seja muito mau. Muito, muito mau, dar tudo e não poder mais, especialmente quando se assume portismo. É duro – até para mim, como leste acima – levar com aquela gente, mas a verdade é que tens duas obrigações e não podes colocar a tua equipa numa posição delicada durante dois minutos, a perder, só porque deste o TILT.

Resumindo, lamento. Lamento que tenham feito do FC Porto um projecto de criança de Rousseau: nascendo boa, influenciando-se com as tentações da sociedade e decaindo na sua condição humana.

Imbicto abraço

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22 thoughts on “Inenarrável

  1. Caro amigo. Meti um gosto no post, mas a verdade é que não gosto. Não gosto daquilo que o nosso Porto se tornou. Não gosto que o nosso Porto me faça lembrar outro clube nos anos noventa. Não gosto que um capitão tenha a atitude cobarde que Maicon teve. Não gosto que agora todos (ou no caso todas) possam falar do nosso FC Porto. Temo pelo futuro. Temo que percamos (se é que ainda não perdemos) a hegemonia do futebol tuga.
    Grande abraço

    Pedro Sousa

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    1. Imbicto Pedro,

      Estamos todos desolados. Ainda por cima, depois de ontem acontecer o esperado tropeção do Jesus a caminho do campeonato. Neste momento estaríamos, virtualmente, a três do (tosse) e com a oportunidade de lá ir calar tudo e todos no momento mais inesperado.
      E assim pode ter-se perdido um campeonato, por a crença e a demonstração não bate com a realidade e possibilidade pontual.

      Imbicto abraço!

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  2. Claro que concordo com grande parte. O prazer de o ler compensa largamente a parte com que possa discordar. Vimos um Capitão a abandonar o navio. E era o nosso navio. Mas foi o Maicon, não foi outro.
    Aquela fuga, somada ao amuo do Brahimi, é muito preocupante. Não subscrevo a nossa entrada no berreiro mediático, mas é preciso – ontem! – que alguém dê uns berros valentes naquele balneário. Se quiserem, eu vou lá. Ou o caro Imbicto. Alguém…
    Um abraço.

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    1. Imbicto Silva,

      Obrigado pelas palavras, lamentando da minha parte não dar outro tipo de contributo na Imbicta Tasca 😉 As minhas desculpas, por isso!
      Olhe que concordamos em tudo. Eu também não aprovo a “calimerice”, mas antes a forma astuta com que o Sporting faz uso e abuso das pessoas que tem nos espaços públicos de debate.

      Imbicto abraço!

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  3. – Jose Angel: 100% cruzamentos para o guarda-redes – rua
    – Herrera: 0% ideias; 100% asneiras – vender
    – Maicon: 100% borrada – rua
    – Indi: 0% bolas ganhas de cabeça; 100% lances perdidos no 1 para 1 – vender
    – Corona: 100% bolas perdidas em fintas – puxar as orelhas com FORÇA!
    – Brahimi: 100% fintas, 0% eficácia – puxar as orelhas com FORÇA!

    100% PORTO: Layún, André, Danilo

    O golo é mal invalida é certo, não estamos bem e estes contratempos não ajudam, mas isso não explica tudo.
    O buraco parece que não tem fundo…………..
    #acordaporto

    Abraços!

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  4. Excelente narrativa sobre o momento do F.C. do Porto.
    Para além de um plantel com algumas lacunas, há também uma direção que não faz ruido sobre a arbitragem. E como duvido que o Vitor Pereira leia os Dragões Diários, aplica a velha máxima do “quem cala, consente”.
    No jogo de xadrez, há uma jogada chamada de “xeque pastor”. Não sei se o nome vem daí, mas se calhar quem perde com essa jogada, ou não percebe nada do jogo ou é mesmo pastor. Ontem começamos assim. O que vale é que o jogo não acaba no primeiro golo sofrido e conseguimos dar uma boa resposta. Empatamos e marcamos o segundo que daria a vitória. Mas o juiz de linha deve ter feito outra aposta no Placard. E depois veio o momento alto do jogo. Com aquele lance do Maicon, por muito que uma equipa queira e trabalhe para vencer um jogo, tudo acaba. Para mim não é só a braçadeira de capitão que perde, espero não voltar a ver um jogo de futebol em que ele participe. Pelo falhanço que nos retira da luta pelo titulo que já era difícil, e principalmente pela atitude que teve após o lance.

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    1. Imbicto Tiago Santos,

      Pois é… Infelizmente é o que temos. E parece não haver mudanças à vista.
      O FC Porto, aparentemente, vai fazer uma participação formal à Liga acerca do árbitro em causa, olvidando os outros árbitros todos que nos prejudicaram e fragilizando o argumento da acusação geral ao sistema implantado.

      A ver vamos no que isto dá…

      Imbicto abraço!

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  5. Dias difíceis…

    Concordando com o repto lançado aos assobiadores de Pavlov, discordo do elogio das claques no jogo de ontem. Foram profundamente injustos com um punhado de jogadores que deram tudo, mais uma vez. Se queriam nomear “a vergonha”, deveriam tê-lo feito apontando para a tribuna presidencial.

    A vida é curiosa, nas suas pequenas maldades. Um tijolo equipado não deixa de ser um tijolo. No entanto, milhares de portistas e uma mão cheia de dirigentes andaram anos a fio a tecer loas ao tijolo. Até lhe entregaram a braçadeira. A vida foi-se rindo, a cada andamento, meteu tudo no congelador e ontem serviu a dose completa, fria. Triste fim para um triste tijolo, que não deveria ser mais do que uma peça do estádio (parede interior).

    Podemos cair mas apenas para nos levantarmos de novo. Again and again. Desistir nunca!

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    1. Imbicto LAeB.

      Toda a razão em relação às claques. Estava a referir-me ao apoio em todos os momentos do jogo (tempo mortos, por exemplo), sem que disso os isente, quando são injustos, comparando-os apenas numa perspectiva de apoiante vs. pipoqueiro. Já os acusei um par de vezes e, desta vez, talvez tenha de rever a minha opinião para aquilo que apontas.

      Imbicto abraço!

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  6. o árbitro prejudicou o FCP, mas não foi no golo anulado, foi 2 minutos depois:

    perdoou a expulsão ao Maicon… tivesse ele sido expulso naquela entrada de sola ainda com 1-1 o FCP limpava o arouca.

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  7. Viva Imbicto!

    Também eu fiquei muito perturbado com a exibição da equipa portista contra o Arouca. Mas tive de resignar-me para que não se apercebessem em casa do meu nervosismo e frustração.
    O lance que deu o 1º golo do Arouca é imperdoável. A começar pelo “fiasco” José Ángel que não teve pernas para acompanhar o extremo arouquense e a continuar no colega que devia ter por missão ir dobrar o colega…!
    Por aquilo que me apercebo, o Rafa ou o Rodrigo da “B”, qualquer um deles faria melhor do que o espanhol um “capatão” que ao fim de todo o tempo que está no FC Porto não conseguiu ainda progredir nada, e mais grave ainda, quando foi necessário, não se apresentou na sua melhor forma de modo a aproveitar a oportunidade que lhe foi concedida pelo seu treinador.
    Depois o colectivo/conjunto dos Dragões falhou e para agravar mais a situação Brahimi e Corona os dois virtuosos da equipa que fazem a diferença, pareceram-me sem velocidade suficiente para tentarem os lances individuais (slalons), tornando infrutíferas as tentativas deles (ambos muito marcados diga-se) para resolverem os problemas que competiam ao colectivo/conjunto.
    Pergunto-me: a equipa não terá facilitado de início, ou seja, não terão pensado que o Arouca seria uma equipa acessível e portanto descurado o adversário…?
    Relativamente aos assobiadores, concordo consigo: apoiar sempre e se tiverem de manifestar o seu desagrado que o façam no fim do jogo.
    Outra coisa. José Peseiro só com o decorrer dos jogos é que vai ficar a conhecer a personalidade dos seus pupilos, com o que poderá contar/exigir deles. Portanto é natural que por vezes se engane com as reacções/comportamento desportivo deste ou daquele.
    Relativamente ao plantel, penso como muitos dos adeptos portistas, que nos falta um central de nível, pelo menos igual ou superior ao Marcano, o qual é o melhor de todos os que temos.
    Indi não é um jogador rápido de pernas. Os médios da equipa Danilo, Herrera e Rúben Neves a destruir já se vão safando, mas a construir que é preciso jogar duns para os outros ao primeiro toque e de olhos fechados, já não conseguem corresponder ao pretendido. E disso se ressentem os avançados criativos que acabam por se verem marcados por dois e três contrários, não tirando a equipa proveito disso. Porque quando o conjunto funciona, o facto de dois ou três contrários irem ao encontro do criativo vai libertar outros dos seus colegas da equipa.

    Armando Monteiro
    http://www.dragaoatentoiii.wordpress.com

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    1. Imbicto Armando Monteiro,

      Estamos juntos na decepção. Estamos perante uma quebra de ciclo com tudo o que de mau isso implica. Importa é que os adeptos acordem para essa realidade e, mais que isso, que criem os próprios condições de apoio – ou falta dele – para que surjam alternativas credíveis a uma SAD encostada.

      Imbicto abraço!

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  8. Vá. O Pinto da Costa é o grande culpado de ter despedido Lopetegui tarde ou não devia ter despedido? Em ano e meio ninguém notou que ele era assim para o fracote? Se já jogamos mais em meia parte contra o Arouca que em toda a época, é porque se nota algo, ou não?
    Também é culpado do Maicon ser capitão? Pensei, que eram os treinadores que escolhiam os capitães! Houve até um que foi banido pelo treinador, mas possivelmente foi o Pinto da Costa que o baniu, pelo que se vai lendo.
    Pinto da Costa é culpado por contratar Ferraris? Não foi a pedido do treinador? Já foi embora a pedido de várias famílias, tal como Osvaldo, Tello, porque o que interessa, segundo a turba, é jogadores humildes, anti-vedetas, que se queiram afirmar.
    Mas, o Pinto da Costa é culpado porque só contratou refugo na janela de contratações. É pá, decidam-se, vedetas ou tijolos?

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    1. Imbicto Pedro,

      Não percebi se está a acusar-me de incoerência a mim, à Bluegosfera, ou aos adeptos. Seja como for, da minha parte, sempre fui muito claro em relação a toda a situação. E resumindo: Lopetegui não tinha condições para continuar, apesar de o ter defendido e de achar que a direcção precipitou o seu desgaste por tê-lo, sempre, deixado só a defender o clube; Lopetegui é um bom treinador, mas teimoso, sendo Peseiro um treinador bom, experimentado, mas mole, achando que há melhorias óbvias que podem não estar apenas relacionadas com a competência do treinador, mas também com o empenho dos jogadores; Imbula foi pedido por Lopetegui… acredita mesmo nisso, quando mete a Doyen ao barulho(?); tanto quanto sei, Maicon foi escolhido pelos colegas e não pelo treinador – algo que não vem de ontem; o FC Porto não se reforçou e,pior, fragilizou-se porque não tem segundas opções credíveis para as exigências que se seguem e os exemplos flagrantes são: a posição 10 com dois lesionados e a defesa, ainda por cima, com menos um, agora, tendo mandado embora, para “render” num mercado competitivo, um excelente jogador: Lichnovsky.
      A direcção está a enterrar-se cada vez mais. E o que mais me incomoda é que não há alternativas.

      Imbicto abraço!

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      1. Imbicto Portista, acredito que mesmo Lopetegui era capaz de ver em Imbula um grande jogador. Acompanhei a carreira dele no Guingamp e mais no Marselha e dava para ver que está ali um dos melhores centro campistas do Mundo. Ainda com alguns defeitos mas com imensas qualidades. Chapeau para a SAD por ter conseguido contratar um diamante por lapidar, competindo com os grandes tubarões do futebol mundial.
        Eu não me queixaria assim tanto da Doyen, porque os negócios que não foram feitos através desta; Adrian, Campaña, José Angel, Marcano, Tello, Casillas…é que foram ruinosos e por favor, não me queira convencer que foi a SAD que quis contratar esses jogadores.
        Tal como o Imbicto, gostaria que houvesse mais ruído quando somos prejudicados, mas não podemos ter dois pesos e duas medidas e nos tornarmos num clube de Octávios Machados, Guerras, José Eduardos e Brunos de Carvalho. Sempre nos distanciamos pela superior qualidade e pela competência, não pelo ruído como querem fazer crer. Veja se está lembrado do nº de vezes que Pinto da Costa falou em 30 anos. Nunca foi esse constante agitador que quem não o conhece diz que foi. Pelo contrário, foi sempre por deixar os outros falarem e munir o departamento de futebol com os melhores, para no sítio certo responderem aos Donos da Bola, aos Apitos, aos Túneis que sempre nos colocaram no Nosso caminho. Enganou-se com certeza, principalmente na escolha de alguns treinadores, mas mesmo a esses deu autonomia e meios para triunfarem.

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      2. Imbicto Pedro,

        Creio que não entendeu o meu ponto em relação às queixas e em relação à Doyen.
        Naquilo que concerne às primeiras, não sou apologista do berro, tal como já respondi anteriormente. Creio é que o silêncio em contraposição com a calimerice encontra o outro extremo. Urge reagir, mas mais do que através da DD, ou de queixinhas formais à FPF que, apesar de pertinentes, já todos sabem como vão acabar. Em relação a esta matéria, o FC Porto tem feito um uso duvidoso e curto da imagem e poder que tem, nomeadamente nos órgão de comunicação fora da mediocridade rectangular.
        Já quanto à Doyen, nada tenho contra os fundos, mas antes contra quem, estando numa posição privilegiada de gestão, faz negócios de natureza duvidosa, com valores declarados e trocas de montantes daqui para ali que não batem certo – seja em seguros de jogadores, em comissões, ou em percentagens de passes a favor de entidades desconhecidas ou pouco pertinentes para a evidência negocial.
        Quanto aos jogadores que refere, tem toda a razão! Foram pedido expresso de Lopetegui, salvo Imbula que, francamente, duvido que o tenha sido.
        Quando me referi à Doyen, não quis acusá-la, mas antes apontá-la como um dos vínculos de um processo por eles facilitado, aparentemente, e cuja pertinência de trazer o jogador proveio de outras vontades que não a do treinador que não teve mais um dos que queria – tal como os que apontou – neste caso, Darder. E poderíamos recuar ainda mais, nomeadamente para falar do “caso” Clasie.
        Desta forma, reconheço e também já o disse com grande ânimo, que Imbula é um extraordinário talento (também o seguia no Marselha), porém adaptado a um estilo de jogo diferente e directo, de progressão em posso – algo que perdemos desde os primeiros meses do ano passado.

        Imbicto abraço!

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