Treinos contra carteiristas na Feira

Imbicto leitor,

Vamos logo àquilo que interessa: foi um jogo de treino e de experiências numa prova perdida à partida; fomos, uma vez mais, gozados, merecendo um mero apontamento de “bons rapazes” do género tia da Foz injustiçada – “Ôça, não pode ser, tá…!” – nesta transcrição da Dragões Diário de hoje: “De uma vez por todas, não pode haver critérios diferentes para equipas diferentes.”. Que queridos que somos, já viram… Foda-se.

Uau! Boa! Já não bastava sermos comidos jogo após jogo, reagir dois dias depois e ver os directores #semprecalados , quanto mais numa partida medíocre como a de ontem, voltarmos a ser enrabados por uma cabeça de glande (façam as analogias que quiserem, porque não estou a ofender ninguém). Ninguém nos respeita e se há fantasmas no armário, mais vale sair do quarto, sob pena de continuarmos a ser constante e indecentemente vítimas de uma dualidade de critérios inenarrável, em que jogadores adversários, esses autênticos “feirantes” que gritam em pedido clemente, vêem a recompensa pronta de quem, nitidamente, tem a escolinha do benfas, nessa insustentável leveza do corpo, claramente cultivada pela eterna promessa Pepa – julgando eu que até com aquela equipa daríamos, finalmente, a Chanel  nº 5 – passo a publicidade de quem tão publicitado está – que tanto pedia a homónima.

Não tenho nada contra feirantes, grande parte malta de trabalho incansável (desde que paguem as licenças e os impostos, claro), para expressar o jeito comparativo supra identificado. É apenas uma analogia clara ao nome dessa mui nobre terra de gentes milenares, cuja dignidade deveria inspirar os jogadeiros suplentes do Feirense a fazerem jus à ancestralidade geográfica.

Tirando mais um episódio de brutal falta de respeito por parte de um indivíduo que já vinha rodado do ano passado, com o Braga, temos de ir ao jogo. Mas, antes, gostaria de deixar clara uma coisa: por que raio é que o onus da prova tem de estar do lado do prejudicado e não da parte do prejudicador? Por que raio é que tem de ser um clube a provar prejuízo quando ele é (tem sido) evidente – partindo do pressuposto de que as pessoas são sãs e se não são, não podem exercer cargos devido à inimputabilidade que deve ser consequente, pois não existe inimputabilidade em gente que faz coisas consideradas como óbvias ao senso comum. Por que raio é que se levantam suspeitas quando o FC Porto é esporadicamente beneficiado, num penalti, ou em faltas perigosas (geralmente sem consequências directas nos resultados) e nada se diz, ou alega, relativamente a quem ajuíza os lances cuja estatística poderá rapidamente ser verificada em comparação aos outros grandes, directos concorrentes. Por que raio é preciso gritar em praça pública para obter ganhos, como se houvesse medo de peixeiradas ou de “bufices” de gente que sabe “muita coisa do ano passado” (boa, mais um vídeo apagado dos locais de acesso do grande público)? Estamos aqui a brincar, ou quê? Quero respeito!

Porra, reajam! E se não podem reagir por rabos presos, então arranjem enviados! Arranjem provas do prejuízo! Comparem situações! Mas não se calem, porra! Caladinhos é que não! Sem gritar, mas directos, objectivos e incisivos. É que andar com companhias esquisitas e dantes odiadas não abona nada a vosso favor, especialmente quando cada decisão que tomam já parece ter mais um segundo propósito do que propriamente o interesse real do clube, em preencher lacunas efectivas. Estão, sem se importarem muito com isso e com a confiança das raízes, a fiar-se na perenidade do calor das cadeiras e a virarem todos contra vós – tal como eu, que sempre estive do vosso lado.

Como adepto do FC Porto e com a emoção a falar, não posso deixar de auxiliar-me em factos dos últimos dois anos. Não posso sentir-me privado de falar nesta palhaçada autêntica em que se tornou o futebolzeco tuga e, pior, a direcção do meu clube que não me defende e ao qual muitos de nós pagam religiosamente uma quota que, neste momento, mais parece assemelhar-se a uma dízima medieval ao papa, cujo reflexo é nulo em relação aos nossos direitos como portistas, só porque sim. Urge mudar! Se não for de atitude, que seja de agentes que se emancipem e não se acobardem, independentemente de terem, ou não, hipóteses. As águas têm de mexer.

Agora, quanto ao jogo, não entendo a paranóia de alguns portistas. Caramba… Peseiro acabou de chegar. Nota-se já uma diferença clara de mentalidade e de profundidade. Viram como o homem reagiu àquele passe de lateral para lateral qe fo parar fora, do Zé Ángel, quase no final do jogo?

Jogámos com um sistema que mal foi ensaiado, num jogo que contava zero. Chamámos jogadores que praticamente nunca jogam juntos. Francamente, não entendo alguns. Se por um lado matam, do outro esfolam. Temos de colocar a cabeça no lugar e perceber que estamos em pré-época, tal como o Imbicto Jorge Vassalo aponta, no seu Imbicto Porto Universal. Aqui, sim, é preciso adoptar a máxima de Abrunhosa há vinte anos.

E sobre isto não há muito a acrescentar. Peseiro deixou claro que o sistema prioritário é outro, nomeadamente aquele que foi utilizado há dias contra o Matêtmo. Dê-se-lhe o tempo de que precisa, sem preconceitos!

E até vou dizer-vos mais para vosso choque: gostei muito da segunda parte. Vi coisas interessantes, nomeadamente da parte de André Silva e até de Imbula. Imaginem como será este sistema alternativo com Bueno…

Portanto, calma! Virem baterias para as verdadeiras injustiças e para um establishment merdoso.

E já agora, façam-me outro favor: vão aos jogos e vão votar.

Imbicto abraço

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5 thoughts on “Treinos contra carteiristas na Feira

  1. Bravo! Aplaudo de pé!

    E acrescento: um grande ssadof para esta esquizofrenia de que “a taça da carica não conta” e depois se reage desta maneira! Eu, que já programei jogos, garanto que isto não é o FIFA nem o PES. É preciso tempo, adequação, latitude.

    E lembrar que AVB perdeu TODOS os jogos da pré-época. Se José Peseiro não ia experimentar ontem, ia fazê-lo quando? No campeonato? Na Taça de Portugal? Na Europa League, como o mestre da táctica? Calma carailhe!

    Abraçom e brigadoS pela referência.

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  2. Discordo da análise complacente sobre o jogo, mas totalmente de acordo quanto ao essencial: já enoja esta silêncio. Se há “rabos presos”, que se rebente com eles ou que saia do clube quem os tem. Depois da época passada, é incompreensível.

    E o mais grave, é que os árbitros definitivamente nos perderam o respeito. Há momentos em que me espumo a imaginar o quanto não daria para poder entrar em campo e apertar o desonesto gasganete do apitador.

    Mas lá está, quem não se dá ao respeito, dificilmente será respeitado. Haja respeito sim senhor!

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