Calma, filhote! Deixa que eu resolvo

Imbicto leitor,

Não me ocorre muita coisa construtiva depois de ter lido O Jogo, logo pela manhã. Comecei logo o dia com o olho esquerdo, ao ler um pedaço indescritível da habitual protecção da cria que queria algo, mas não tem, nem assume as responsabilidades, ou dá a cara.

Facto 1: Imbula é um grande jogador. Já o conhecia e cheguei a referenciá-lo como um William de Carvalho aperfeiçoado. Bielsa deu uma ajuda e pô-lo a jogar decentemente num clube grande, histórico, com uma massa associativa exigente e com colegas não menos bons que ele – nomeadamente nos flancos do Marselha -, onde se adiciona hoje condições excepcionais de trabalho.

Facto 2: Lopetegui não percebeu nada de Imbula. Para o ex-técnico do FC Porto só existe o seu jogo. Os jogadores que se desemerdem. E se não se souberem adaptar, vão dar uma voltinha, faxabor!

Facto 3: Imbula é um jogador complexo do ponto de vista psicológico. Gosta de ser mimado, alegadamente e pelo que dizem, não gosta muito que o contrariem ou que não o achem aquilo que o seu potencial alega – mas não confirma – dando-se ao luxo de se por de cadeirão a olhar para três selecções e de amuar por achar que os outros é que têm de fazer as escolhas dele.

Facto 4: Ter papás a tratar das coisas é uma merda.

 

Hoje, mais um pedaço de alucinação paternal de sobeja de quem acha, claramente, que o FC Porto não está ao nível do projecto de jogador que Imbula é. Mas é um projecto; não é um jogador confirmado. E a verdade é que este projecto não tem lugar no onze inicial, pelo que demonstrou, independentemente das circunstâncias (Quaresma que o diga, pois mudou).

E o treinador mudou. Mudou e Rui Barros deu-lhe crédito e quis reabilitá-lo. Fez bem. Mas, pelos vistos, caiu mal e pôs a matraca do “Bêlhote” a abrir forte e feio para dizer que o filhinho está mal, coitadinho: contrariado e desvalorizado e que quer sair porque não falta quem queira. Ou seja, quer é aproveitar a instabilidade do clube para se por na alheta enquanto chiba a Doyen ao dizer que emprestaram massa ao FCP, mas que não tem nada com isso (pois não, não… não vês nenhum nem nada…).

Este é o exemplo de malta que para cá vem convencida da realidade do FC Porto, não como um clube grande na Europa e histórico, mas como uma plataforma giratória de quem acha e quer, rapidamente, ter este mundo e o outro, nem que seja sub a justificação de valias que não demonstraram ainda ter. Isto cai-nos mal, a nós, adeptos, mas a verdade é que alguém criou ilusões e justifica estas atitudes…

Portanto, o melhor mesmo é fazer duas coisas: o papá tem de aguentar os cavalos e o filhote tem de justificar o que, emprestado ou dado, deram por ele. E se não está bem, que vá falar com Danilo, já que não falou com Quaresma…

Que sirva de lição ao Porto e ao próprio jogador que, tal como na vida e nos negócios, há coisas que não se podem misturar com a justificação do laço familiar – especialmente quando demonstra ter o impacto negativo que claramente está a ter no jogador do qual não conheço, efectivamente, opinião, porque não faço nem nunca fiz fé em interpostas pessoas.

Imbicto abraço!

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