Tudo de volta ao normal

Imbicto leitor,

É isso. E como encaro como normal estarmos no primeiro lugar depois dos outros falharem e depois de termos aproveitado, como é tradição, para cumprir o nosso destino, não vale a pena alongar muito.

Porém…

Lopetegui perdeu, ontem, uma oportunidade única para fazer as pazes com o Dragão e reconquistar a sua confiança – nem  que fosse de forma temporária. Não entendo como se pode desperdiçar a ocasião de lançar André Silva num jogo perfeitamente controlado e que se torna descontrolado, de repente, com uma série de perdas de bola enquanto os adeptos assobiavam a entrada de Bueno; não por Bueno, que todos queremos ver a jogar mais, mas pela teimosia férrea de alguém que parece só conviver bem com a razão toda – a sua, do alto da teimosia que faz dos homens mais virtuosos os maiores calhaus. E assim se perdem aliados, num coro de assobios que não consigo criticar como os outros – os da primeira arte, por exemplo, onde a massa assobiativa que resolvel andar a passear a cabeça de Lopetegui insiste em pedir sangria basca, mesmo quando tudo está bem – parecendo desejar mais a sa razão do que propriamente o momento do clube, num belo jogo de futebol em que uma exibição muito interessante e segura soube a mel e a “show de bola” (que nunca chegou a ser, salvo duas ou três jogadas exímias)…

Danilo esteve imperial. O número nas suas costas fez lembrar Mangala, nessa tentativa poucas vezes bem sucedida de fazer do francês um jogador comedido, mas “requintadamente sabujo”. Simplesmente extraordinário.

Outros destaques ainda para o inevitável e mágico golo de Herrera. Priceless, este patinho feio de volta ao seu normal (jogar muito, a cometer sempre os erros da praxe, mas incansável). Ainda para as exibições de Corona, Brahimi, Layún e Maximilliano. Corona em especial, esteve magnífico, numa espécie de clone de Quaresma, mas com menos posse do mundo todo. Já Maximilliano voltou às boas exibições, enquanto o homem do outro lado continua a render como o melhor lateral esquerdo da actualidade, nos campeonatos de topo, em termos de rendimento, ao servir para o segundo golo. E depois há Rúben Neves que joga como se não corresse o risco de falhar Alvalade onde, aí sim, se exige o máximo empenho e o isolamento na liderança adivinhável depois de tudo o que se via deste Sporting que pode muito bem ter feito o “click” descendente – tão típico das equipas espectacularmente elevadas à máxima potência como se de um velocista dos cem metros se tratasse em plena maratona.

OK. Siga! Agora é contigo, Lope. Aproveita para não voltar a fazer merda da grossa e a perceber que se o Dragão estiver do teu lado, tudo é mais fácil. Mas assim, pá… Assim não ajudas, por muita pena que tenha sentido de Bueno.

E já agora, preparem-se para duas semanas de verdadeiro condicionamento “calimérico”…!

Imbicto abraço!

P.S.: Moutinho, és sempre bem-vindo, filho! 😉

 

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