Rescaldo | Nacional 1 vs. 2 FC Porto

Imbicto leitor,

Enfim… Mais um jogo para esquecer; o segundo sub-jogo e não o primeiro.

Ontem, o FC Porto jogou melhor. Sem encantar, lá teve jogadores mais dedicados e uma entrega próxima dos mínimos exigíveis sempre que se joga com qualquer equipa – nomeadamente as medianas do nosso campeonato, como este Nacional.

Houve intensidade e luta de ambas as partes, com uma entrada bastante interessante da nossa parte, manchada por um erro de marcação de Brahimi, no golo do Nacional.

O jogo foi andando e o nevoeiro foi-se abatendo. E à medida que a bruma persistia de forma progressiva, a coisa ia piorando, admirando eu próprio a forma com que os comentadores da SportTV ainda conseguiam dizer fosse o que fosse, do que se passava em campo.

E pronto. Uma interrupção, duas… Três para parar. E lá pelo meio um penálti claríssimo com Marcano a adornar a bola com a mão. Definitivamente, Jorge Sousa estava “ceguinho” de todo.

Já hoje, o jogo parecia não ter acabado ontem. Tudo se manteve, inclusivamente a cada vez maior pasmaceira portista determinada por mais medo de perder do que de outra coisa – e até mesmo a distracção do árbitro. Desta segunda vez, o homem do Nacional é completamente arrancado pela raiz, não entendendo como é que é possível alguém não ver aquilo como falta.

Houve decisões técnicas, uma vez mais, questionáveis, nessa cada vez maior demonstração de “cagufa”. Já ninguém nos respeita e lá vão saltando para cima de nós, porque deixamos. Enquanto isso, a administração assobia para o lado, numa espécie de retorno ao início da época, quando jogámos em Kiev, dominando a primeira fase do jogo e, confortavelmente, deixando empatar o tempo e esquecer que do outro lado estão jogadores profissionais da bola.

Não há muito mais a dizer. Àbombakar continua perdulário e em quebra mental; Herrera está numa forma evolutiva diametralmente oposta; Rúben não está com a consistência de antes; Marcano está a tentar imitar Àbombakar, mas naquela posição as consequências são ainda piores (como se viu… mas não se confirmou); Layún está certinho na produtividade e Brahimi está esforçado como pouco se esperaria. Bueno… Bem, Bueno continua a pastar no banco, sem que nele haja,sequer, a hipótese do argumentário que recaiu sobre Ádrian fazer sentido comparativo.

E o pior, parece que vamos levar com uns desgraçados que deixaram uns doidinhos contentes, como adversário da Liga Europa.

Das duas, uma: ou mudamos radicalmente de postura, ou esta época promete ser um verdadeiro calvário. É que ganhar assim, não é ganhar para lá do número da conveniência sobreviva, onde o precipício está já ali, ao abrir a porta por onde espreitamos e nada mais vemos que nada.

Imbicto abraço

 

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2 thoughts on “Rescaldo | Nacional 1 vs. 2 FC Porto

  1. Imbicto amigo,

    1) Não vamos ter as mesmas circunstâncias novamente, de certeza.

    2) Em lance corrido, pode até não dar ideia da falta de Marcano, mas… o raio não cai duas vezes no mesmo lugar.

    3) O que se está a fazer à confiança dos jogadores, ao colectivo… é criminoso! Je Suis Brahimi! Também eu o teria mandado pro caralho, pardon my french.

    Abraço Azul e Branco,

    Jorge Vassalo | Porto Universal

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