Antevisão contra a estupidez militante

Imbicto leitor,

É possível. E é possível porque nada é impossível. Mas, mais do que La Palisse, existe uma bola e sistemas nervosos centrais a orientar pedaços de carne articulada.

O mais certo é o FC Porto não passar. Desenganem-se os que se fiam na forma do Chelsea na sua competição interna, ou na forma implícita com que se vai já, há muito, preparando o discurso do “bota-abaixismo” jornalístico de sempre – ao contrário da elogiosa exibição de um adversário que perde da forma como perdeu, ontem, nessa espera não confirmada pelo sr. Albuquerque dos “quinze minutos à benfica”… O Chelsea depende disto como se fosse a última oportunidade de um treinador à beira de cair do pedestal e de jogadores à beira da pressão insuportável. Esse Chelsea que na Liga do Campeões tem uma face mais condizente coma sua real valia, recuperando para hoje um guarda-redes quase inultrapassável e um defesa mítico do clube.

E depois há a História; o peso dos números, dos factos e do confronto directo. Nadinha lá foi conquistado, a não ser o passaporte de 2004. Sempre fomos corridinhos à bolada. É tradicional… Ali não dá, num síndrome ilhéu por explicar – talvez por ausência de pontes…

Por fim há Lopetegui. Se há coisa que não admitirei, é que no final haja exigências de saída; que haja culpabilização estúpida, sufocante e deslocada daquilo que é o FC Porto no contexto europeu. O tempo de reclamar acabou há duas semanas. Foi aí! Não será hoje. Ou será, mas por culpa própria de não ter sabido gerir um adversário directo como o Dynamo, claramente menosprezado e tornado em colosso do que não é, por impedimento próprio.

Hoje joga-se um destino quase traçado. Se acontecer o melhor, será mais uma epopeia. Se conseguirmos o pior, nada mais que o normal, infelizmente, porque anormal foi ganhar um ponto em seis contra onze caceteiros e um treinador bem jeitoso.

´Bora lá apoiar a equipa! É nestes momentos que não podem ficar sem nós. E se não trouxerem o apuramento, que se batam dignamente por tal, evitando repetir a lei da cabazada inglesa.

E se suficiente não for a fé, mesmo para os assobiadores e para os especialistas do nada, que sirva a esperança num treinador que, para tão mau que tem sido, quebrou os recordes que quebrou. E aqui, meus amigos, por muitas críticas a fazer que haja (e há muitas), não há tese que suporte incompatibilidades.

Imbicto abraço!

 

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One thought on “Antevisão contra a estupidez militante

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