Rescaldo | FC Porto 2 – 1 Paços

Imbicto leitor,

Fraquito… Uma vez mais, fraquito.

Há períodos do jogo em que o sistema nervoso colapsa – seja porque os erros infantis se sucedem em catadupa, seja porque as jogadas são de genialidade incomum , prontamente desgraçadas numa finalização inacreditável. E é pena, porque são estes episódios que fazem com que um jogador ache que não vale a pena voltar a meter o pé, ou combinar com o colega de forma automatizada; começa a jogar mais pelo seguro e a deitar aquele pequeno fascínio ao lixo.

Depois, há Lopetegui, que me parece estar intranquilizar de forma superlativa os seus jogadores. Esta foi, aliás, a maior crítica que sempre lhe fiz, a par da teimosia digna de uma mula transmontana. Não é, portanto e a meu ver, uma questão de mediocridade táctica: é simplesmente pequenez de alguém engolido pelo medo de estar no limbo, cujas declarações de antevisão de jogos passaram de um tom respeitoso a uma literalidade inimaginável. As substituições são, de facto, o maior problema… E toda esta baralhada pode ser fatal, quarta-feira, pelo emocional e pelo cansaço.

Sejamos justos: poderia ter sido bolada na rede à antiga. Porém, Àbombakar parece, cada vez mais, rematar à baliza como quem joga uma bilharada, naquele estoiro de estranha confiança para os amigos, quando a bola oito é a única que nos falta e está em caminho escancarado. E depois, claro… Tal como no bilhar, lá se vai a oportunidade, o jogo e a possibilidade de arrumar logo com a coisa, mesmo quando o adversário ainda tem muitas por meter.

Destaques para Corona, o homem do jogo que agora não desiste das bolas e continua a lutar pela estranha média para um jogador com as suas características e minutos; ainda para Layún, o nosso marcador de penáltis, que continua certinho, parecendo ter roubado a regularidade da eficiência a Marcano, mantendo, também ele, números impensáveis para alguém com o seu circunstancialismo; Herrera, que ganhou uma grande-penalidade após uma disputa que me parece limpa, com o guarda-redes e que está de volta à sua boa forma, aos poucos, dando outra objectividade e pulmão à equipa. Talvez Brahimi, que recupera uma bola perdida, correndo meio campo para o fazer.

Por último, os destaques do costume: duas equipas adversárias a perderem tempo e a “jogarem” de forma complementar, ora empatando, ora permitindo que tal se fizesse, num contexto em que faltas era só para o lado do FC Porto e em que simulações levadas ao extremo paralelístico do ego e da falta de noção do sr. treinador do Paços obcecado com a sexualidade do penteado do Sá Pinto – de quem nem sei o nome nem CV – era coisa perfeitamente normal.

Já está. Vamos a meio do calvário. Esperemos que a cruz não caia também três vezes, depois da chibatada emocional do jogo com o Dynamo que, claramente, mudou qualquer coisa naquelas cabecinhas – especialmente do “S. Pedro” cá do sítio: o Julen.

Uma coisa é certa: a algum lado vamos parar.

Imbicto abraço!

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