Rescaldo | União da Madeira 0 – 4 FC Porto

Imbicto leitor,

Começo por ti, Julen: era assim tão difícil fazer o que sempre se exigiu de ti e dos teus pupilos? Custou alguma coisa resolver de forma eficaz no momento certo, depois de um início adormecido? Custa alguma coisa rodar com cabeça, sem estar a colocar em causa a estrutura da equipa? Não achas que o Bueno teria merecido a tua confiança, neste jogo, ainda que como opção a partir do banco?

Agora, estou mais descansadinho. Não descansado, mas menos efervescente. E tudo por causa de ti, Julen – da tua atitude, por muito que o União (com todo o respeito) não seja um colosso. Mas fizeste aquilo que não costumas fazer assim tão frequentemente: efectivar os: profissionalismo, dedicação e obrigação, em conformidade com os pergaminhos do clube – seja quem for o adversário, cujo respeito dentro de campo deve SEMPRE superar o respeito exagerado e “choninhas” (@Miguel Lima) das tuas antevisões aos jogos.

É disto que eu gosto: cabeça e compromisso. Uma equipa séria até ao último minuto, da qual destaco Layún, André André e Herrera – sem desprimor de Brahimi, ou Corona, mas é necessário avaliar bem as circunstâncias.

Ponto primeiro: figuras do jogo. Brahimi e Corona, a par de Layún, merecem os mais rasgados elogios. O argelino voltou a dedicar-se e deu os resultados que se lhe exigem. Já Corona parece estar a reganhar ritmo – tal como Herrera – brindando-nos com uma obra de arte hipoteticamente involuntária – mas entrou, entrou bem e entrou bonito, bonito; é o que interessa. Layún é outro dos destaques – tanto do jogo quanto da minha observação particular: dedicado ao mais alto nível, não desistindo de uma bola nem no final do jogo. Foi essencial nos movimentos de compensação e no ataque, onde, desta vez, o FC Porto voltou a dar um cheirinho do potencial que sempre referi, de cadência ofensiva já demonstrada no início do campeonato.

Há, no entanto, um problema: o desgaste. Maximiliano está rotinho de todo. Nota-se o esforço, paralelisticamente à impossibilidade de arastar as pernas em campo. E é nestes momentos que questiono uma maior cedência às alternativas. De resto, a equipa foi bem gerida, não tanto pelos rostos, mas pela forma como o treinador não comprometeu nas suas escolhas, trocas e baldrocas.

Na minha análise, relevo: Layún pelos motivos que referi, André André, pela forma omnipresente e insistente com que se agarra feito lapa aos adversários – especialmente na reacção à perda e na agressividade que é necessário ter; ainda por ter “mandado calar” Lopetegui quando este se preparava para fazer asneiras com mudanças a meio-campo. Simplesmente, um líder. Já em relação a Herrera, de notar que, embora seja óbvio que ainda não está na melhor forma, começa a recuperá-la. Não sei se o Dragão de Ouro lhe fez bem, ou se foi a demonstração de Lopetegui de que ainda conta com ele, mas a verdade é que se entregou como pôde (mesmo continuando a não concordar com o critério da braçadeira).

Finalizo com o artista de sempre… Vermelho a Osvaldo? Bem, o sujeito adora aquela cor… E o que mais me irrita, é que Paixão esteve irreconhecível durante o jogo todo, dando apenas um ar do seu traço característico com esta desgraça, ao borrar a pintura de forma clamorosa, depois de uma actuação, na minha modesta opinião, bastante aceitável.

Já ´tá. A Madeira foi, finalmente,  exorcizada dos espíritos mais frágeis como se de um encontro imediato com Merin se tratasse. Vai de retro e ´num boltes, faxabôr´!

Agora, é manter a rotatividade controlada e, acima de tudo, a dedicação que o Brasão Abençoado exige – tal como demonstra a equipa B, mesmo não podendo subir para lugar algum…

Imbicto abraço!

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