Está por pouco…

Imbicto leitor,

Está por pouco, o acesso às eliminatórias da Champions. Falta um ponto e ninguém pense que a clara superioridade demonstrada no primeiro jogo contra esta equipa é garantia, seja do que for.

Num acto claramente provocatório – e talvez desesperado -, Rebrov, treinador do Dynamo de Kiev, deixou a alfinetada: “O FC Porto tem alguns pontos fracos, apesar de ainda não ter perdido. Conhecemos bem a equipa. Tem problemas defensivos que se vêm a olho nu” (“vêm a olho nu” é especialmente interessante para as cabeças mais pensantes). Em parte é verdade. Porém, Rebrov pode bem ter como alento o disparate cometido em alguns jogos do FC Porto noutras provas que não a Champions, nomeadamente quando a equipa desata a inventar, em acto de excesso de confiança. A ausência de Maicon até pode agravar o considerando, mas não chega, até porque, nas competições internas, o FC Porto e o Dynamo são das equipas menos batidas da Europa, com 4 e 3 golos sofridos, respectivamente, em nove jogos.

Agrava-se a razão quando percebemos a forma como deixámos fugir três pontos, na Ucrânia. Aí também de forma quase infantil – independentemente do lance do segundo golo com Casillas, que para um portista nunca é desculpa para algo -, num tempo em que a equipa teimava em tirar o pé, sempre que se via à frente no marcador pela vantagem mínima.

Na Liga dos Campeões, continua a regularidade comparativa, com cada equipa a apresentar 4 golos sofridos. No entanto, há um problema: quem joga à Simeone e à antiga escola italiana arrisca-se a perder. É que, infelizmente para o treinador do Dynamo, o FC Porto é a quinta equipa da competição com mais golos, logo acima do Barça… Enquanto que o seu clube fica-se pelo 19º lugar, numa goal average complicada e comprometedora para os momentos de decisão em caso de empate.

Não haja a mínima dúvida de que o jogo será complicado. Mas também não haja dúvida nem perda de memória daquilo que foi o jogo da primeira mão, num FC Porto ainda a começar a carburar e que volta, neste momento, a encarar a Liga dos Campeões como prioridade para chegar o mais longe possível.

Por isso, renovo o que disse para o outro jogo: o FC Porto é claramente superior, mas tem de respeitar o adversário, ser cauteloso e igual a si mesmo. As coisas complicaram-se, tal como previ, no grupo, e aposto que ninguém quererá levar com o Chelsea em casa, independentemente do momento de forma pelo qual esteja a passar.

Imbicto abraço!


 

P.S.: Há dias escrevi um artigo a propósito das escolhas de Fernando Santos que carecerá de uma pequena revisão de posição da minha parte, ainda que mantenha o todo reflexivo.

 

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One thought on “Está por pouco…

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