Reflexão Lopeteguista

Imbicto leitor,

Um dos mais conhecidos e lidos blogues da Bluegosfera, o Reflexão Portista, colocou, recentemente, a pertinência da problemática “lopeteguiana” sob forma de parábola, neste artigo.

Apesar de não me rever na posição, acho-a pertinente. Faz reflectir e questionar se, como blogger que defende o treinador – muitas vezes contra a evidência da razão do resultado prático na classificação e no jogo jogado. Estaremos (eu e aqueles que comigo comungam na defesa de Lopetegui) apenas deslumbrados com uma mão cheia de nada?

A verdade é que não podemos transformar o apoio ao treinador numa vitória moral, assim como não podemos transformar a falta de resultados práticos em ausência de estratégia.

Com Lopetegui, tem havido cabeça, tronco e membros, na construção da equipa; no estudo da mesma; na projecção das temporadas e das dificuldades que se avizinham. Tem havido persuasão para captar jogadores; notoriedade internacional; fio condutor de jogo; respeito pela matriz de posse; integração dos valores do clube; potencialização das jovens promessas. Tem havido um defensor do clube; um actor exímio na resposta em defesa do mesmo e do seu trabalho; da injustiça; do “jornalixismo”. Tem havido, acima de tudo, coerência. Tem havido resultados.

Sim. Tem havido resultados.

A análise do ano anterior deu conta de um FC Porto lançado ao patamar internacional como uma grande potência futebolística, permitindo retorno financeiro com aproveitamento desportivo. O campeonato ficou por pouco, mas importa reafirmar que pouco é, afinal, esse! E estas são as duas grandes dimensões competitivas – desconsiderando as taças e o mérito que se lhes dá por conveniência do jejum.

Este ano, recordes têm sido batidos; jogadores têm sido (re)afirmados; uma equipa reconstruiu-se do quase nada para atacar todas as frentes. E parece que para o ano, a história repetir-se-á, independentemente do treinador e tendo em conta os resultados e previsões financeiras complexas e, confesso, por mim, algumas delas de difícil compreensão, ou de difícil entendimento, depois de certas apresentações de relatórios de contas, como o próprio Tribunal do Dragão chegou já a referir.

Francamente, ambos temos razão: os que o criticam por falta de resultado e os que o defendem, por falta de entendimento contextual e esquecimento das virtudes (re)conquistadas.

O ano ainda é curto. Vai curto. Falta muito para sentenciar mortes ou incompetências. Mas não faltará muito para fazer calar o derrotista patológico de sofá. Não faltará para esse, ou para o assobiador ambulante.

Deixemos que o tempo passe por nós, sem permitir que o tempo passe por si só.

E já que está na moda fazer citações de gente conhecida, por “inconseguimento” de pensamento próprio, é bem verdade que Steve Jobs um dia disse o seguinte: “CUSTOMERS DON‘T MEASURE YOU ON HOW HARD YOU TRIED, THEY MEASURE YOU ON WHAT YOU DELIVER”. Porém, foi também ele que disse isto:“DECIDING WHAT NOT TO DO IS AS IMPORTANT AS DECIDING WHAT TO DO”.

Imbicto abraço!


Fonte da citação

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