Rescaldo | FC Porto 2 – 0 Maccabi Tev-Aviv

Imbicto leitor,

Se eras daqueles que estavam à espera de uma épica jornada para a posteridade, desculpa lá! É que ontem jogou-se Champions e como se jogou Champions antes de um jogo importante para a Liga NOS, corríamos o risco de nos acontecer aquilo que aconteceu ao Atlético, quando enfrentou o fortíssimo e contra-atacante Maccabi Tel-Aviv – segundo a lógica (erre-tê-pê), há poucas semanas…

Curiosamente, a coisa deu-se bem, mas poderia bem ter dado para o torto. E poderia ter acontecido isso porque o ónus reflexivo inverteu-se, numa “mágica” (como os finos dizem) improvável de priorizar aquilo que com Lopetegui e pupilos pouco fora priorizado: o campeonato.

O jogo foi um pouco estranho, mas bem cumprido. Começámos bem, em cima deles como se quer, mas, de repente, houve um TILT estranho que se apoderou do raciocínio portista e permitiu ao Maccabi mostrar que não são toscos – embora sejam desorganizados. Um tal de Zahavi mostrou de onde lhe vem a fama, com desmarcações muito interessantes e remates de primeira, na imprevisibilidade. Aliás, a equipa de Tev-Aviv teve momentos bastante interessantes quando lhes foi permitido jogar, com muita mobilidade e com diagonais de transição muito interessantes, apanhando de surpresa a distracção da nossa equipa.

Com tudo isto, Àbombakar lá “resolveu resolver” a coisa: pum, golo; pum, assistência (daquelas que valem 2/3 de golo). E assim arrumamos a coisa em meia-dúzia de minutos sem fazer grande coisa, antes de terminado o primeiro tempo.

O segundo tempo foi de gestão. Momento ideal para experimentar Rúben Neves como se lhe quer: capitão. De para fazer asneiras, ter a cabeça demasiado ocupada e jogar de menos. E ainda bem! É assim o processo de crescimento, batendo recordes que nada interessam, mas dando a si a confiança experimental que não teve de ser em tempo de choque, mas antes num momento de relativa exigência. O mister tem razão.

No outro jogo, Mourinho continua mergulhado em ácidos. Ainda bem, ou ainda mal… Não sei até que ponto aquilo que está a acontecer no grupo é assim tão perfeito. Veremos… Porém tem razão, pois também desconheço a utilidade em gastar dinheiro com dois espantalhos de baliza. Enfim… É o que dá tê-lo a mais sem o ganhar…

Resumindo, um jogo porreiro, sem dramas, resolvido de forma interessante com o FC Porto a jogar como tantas vezes joga (a dormir), mas apenas depois de marcar. Acima de tudo, respeitámo-nos a nós próprios respeitando o adversário.

André André e Maxi continuam a crescer e a justificar a imprescindibilidade; Àbombakar merecia ter marcado outro e parece ter regressado à confiança que parecia estar em queda; Tello começa a pedir mais; Brahimi geriu; Casillas sorriu com mais um recorde e com a certeza da titularidade da La Roja; Rúben ganhou calo; Corona inventou à Quaresma; Indi deu para o gasto; Lopetegui continua a calar, silenciosamente, os críticos com números e bola. O resto é treta.

Obrigado, meu Porto! Agora, é por a pau com o Braga de um Fonseca que nunca foi mau. Apenas apanhou o momento errado e a teimosia dispensável para estar à frente do nosso leme.

Imbicto abraço!

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2 thoughts on “Rescaldo | FC Porto 2 – 0 Maccabi Tev-Aviv

  1. será com toda a certeza bom resolver a passagem, em primeiro ou segundo, no dragao daqui a um mes, mas tb tenho receio de ir a stamford (adormeco a olhar para os bilhetes :D) com o chelsea esteja a lutar pelo resultado…contas do (resto) grupo complicadas, temos que olhar os proximos jogos com maxima seriedade!

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