Antevisão | FC Porto vs. Chelsea

Imbicto leitor,

Hoje é um daqueles dias…

Hoje, é daqueles dias em que acordas e tudo parece estremecer à tua volta. Nervos, distracção e um estômago que salta a cada impulso da memória; a memória das noites europeias e gloriosas com os actores cimeiros do futebol internacional.

Hoje, a cidade do Porto será uma pequena capital do mundo futebolístico. Duas das personalidades mais importantes nos seus respectivos cargos, da História, enfrentam-se como se haviam enfrentado, ainda dos tempos em que estar do mesmo lado não significava, necessariamente, estar ao lado de alguém. Mourinho pegou nas poucas falhas de Casillas e transformou-as em eventos e em desgraça; ajudou a destruir a sua aura de forma a fazer prevalecer o seu ego e o seu comando intocável, dentro do balneário. Nada de novo, já que Baía viria a ser o evento 1.0 da coisa.

E depois vêm aquelas palavras de ontem… Aquele mel estragado. Aquele “portismo” inegável, como componente formal, histórica e factual, mas duvidoso e desmentível, na componente material. Mourinho é um grande treinador, mas, como os grandes, os maiores, tem os maiores defeitos. E são esses defeitos que os destroem, quando o inimigo maior dos seus passos é a sombra que carregam.

Esqueçam, amigos! Não acredito numa palavra de portismo de Mourinho (sénior). O portismo não nos leva a repudiar estar com os nossos na maior conquista. O portismo é constante e imutável. E não é pelas palavras bonitas de relembrar o quão grande o indivíduo foi à custa do colectivo futebolístico, plasmado em museus, que o crédito surge. É puro egoísmo. E até digo mais: é pura estratégia.

Mourinho está em curva descendente, em Inglaterra. É questionado e vítima dessa sua faceta semi-ditatorial. E quando os jogadores e o staff não são o suficiente, viram-se para outros elementos mais fracos, como os médicos do clube, para criar manobras de distracção.

Ontem, meus amigos, houve mais uma manobra de distracção. Mourinho tem de ganhar este jogo ou, pelo menos, não pode perdê-lo. Mais do que os pontos, está em causa confirmar, ou não, a retoma dos resultados. Nos últimos cinco jogos, três vitórias, uma derrota e um empate. O Chelsea está, aos poucos, de regresso, mas numa fórmula que não lhe permitirá ir muito longe, este ano, muito por causa de uma forma de jogar estranha e cujo décimo quinto lugar na Premier é prova disso mesmo. O problema é que, a qualquer momento, uma das estrondosas individualidades resolve um jogo, jogo esse que se prevê intenso, nervoso, quezilento…

Todos estão a  olhar para o Dragão. Espanha é do FC Porto, hoje, a reboque de uma pequena loucura que tem sido o acompanhamento da actualidade portista, por lá, e com o típico véu, por cá (excepção feita a Nuno Luz, ontem).

Hoje é para ganhar. Não há conversinhas. O tempo de Mourinho se comportar como portista está no passado. Não é por tratar os jornalistas como se viu ontem que nos amolecerá. Não é por ficar “emocionado” que mudará algo.

Hoje, tratem-no com respeito, mas um respeito que nos permita dizer, com direito, que o clube é mais que o homem; uma vez mais. E que um grande da Europa, é sempre um grande da Europa – ou La Palisse não faria assim tanto furor dos lugares comuns da circunstância.

Somos Porto, em homenagem aos 122 anos que eternizam os feitos!

Imbicto abraço!

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