Ai Jesus que lá vou eu…

Imbicto leitor,

Se grandes dúvidas houvesse, dois momentos dissiparam-nas – ambas esta semana.

Aqui há uns meses, escrevi sobre Jesus e os seus novos-velhos desafios. Não sou adivinho, mas confesso que, por vezes, acho que poderia fazer vida boa com isso. Para lá do óbvio, que já todos sabiam, Jesus não foi à Champions, pode não ficar na Liga Europa e, quiçá, ver o campeonato por um canudo que não aquele que é da cidade onde um dia treinou e que o projectou para outros voos no futebol nacional.

Facto: o Sporting foi ostensivamente prejudicado contra o CSKA, em casa – e, realmente, o clube não tem sorte com os espantalhos de linha, como ontem e em Gelsenkirshen… Facto: não foi por prejuízo advindo do alheio que perdeu a eliminatória. Facto: o Sporting foi uma nulidade competitiva, ontem. Facto: o objectivo é e sempre foi um; não do Sporting, mas de Jesus, que é brilhar em terra de cegos beneficiando, ora do poder da instituição, ora da saturação competitiva de quem não anda na Europa a brincar aos treinadores “mais melhores bons”.

Há, no entanto, dois novos dados: a confirmação de que o objectivo último de Jesus é o FC Porto – como também já tinha escrito nesse artigo; bem como a degradação inevitável das relações entre dois seres “inchados de pena” num mesmo poleiro a propósito do dossier Carrillo (esse indivíduo que tanto admiro e que dá o mote a capas de jornais diferentes com o mesmo título – “todos diferentes, todos iguais” – , num trocadilho que faz lembrar sotaque madeirense).

o record descarrillou a bola a descarrillar

A almofada furou. O conforto, ali, em tons de verde-e-branco, não é o mesmo que mascara a brancura do “cheiro”, hipotéticas espionagens, mensagens, ou dívidas ao estado. Ali, em tons de verde-e-branco a realidade é uma: o “mestre da táctica” é um treinador limitado nas qualidades técnicas e nas ambições. Alguém que não mais terá o que dele foi feito ser que nunca o tenha sido: um treinador de topo. E se dúvidas houvesse para quem não entendeu a falta de pretendentes de pré-época, à dama oferecida, ontem tudo ficou ainda mais claro. Ontem e no que há-de vir.

E assim, como dizem os espanhóis: “y colorín colorado, este cuento se ha acabado“. Era uma vez um treinador que não ia a Viseu, mas julgava ir à Europa… Desta vez, sem nota artística jornalística… Com a dura realidade a gritar bem alto, mesmo com um certo esforço de alguns meios de comunicação em esquecer que ontem houve jogos na Liga Europa…

Imbicto abraço

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