Embalados pela fama

Imbicto leitor,

Pese embora o facto de haver dúvidas que pairam na minha cabeça acerca da definição da situação estratégica actual em relação à gestão de recursos humanos, a verdade é que há sempre lados positivos cujo acto de ignorar nos relegaria a uma condição demasiadamente básica e dogmática.

O nível de exigência no FC Porto é alto, muito alto. Hoje em dia, talvez esteja, inclusivamente, a atravessar um certo período de “cobrança gratuita” (veja-se os “assobiativos”), ou esvaziada de noções e valores e ignorando conjunturas, em determinados sentidos. É neste contexto que não devemos ignorar a acção decidida pela SAD de apostar forte na imagem e na projecção da marca FC Porto. É, de resto, uma preocupação recente, a da projecção internacional e, aos poucos, os meios de comunicação disponibilizados internamente, bem como os respectivos departamentos, têm imposto um esforço notório que carece de maior compreensão das funções do Porto Canal e do “social” – nomeadamente o Youtube, onde o papel do clube e do Porto Canal se misturam de forma confusa – embora haja mais sentido agora, com a aquisição do canal.

Uma das dimensões de projecção está agora numa espécie de “América Latina 2.0”. Depois da Colombia, com alguma vontade de rentabilizar os activos, nomeadamente jogadores como: Falcão, James, Guarín, Jackson e Quintero, mostrou-se promissora, mas muito aquém das expectativas e do cumprimento do potencial gerado. Uma digressão há dois anos, uma escola Dragon Force em Bogotá e rasgados elogios de Juan Manuel Santos, o Presidente “convertido” em portista, em actos de agradecimento que passaram um pouco ao lado da inveja nacional. O resultado: potenciou-se tremendamente o nome do FC Porto na América Latina, tendo contribuído, em grande parte e reconhecidamente por todos, para o apogeu do futebol colombiano – competitiva e notoriamente.

No início do período de transferências, Casillas aterra no Porto. Sobre isto, não há muito mais a dizer do que aquilo que o resto da Bluegosfera tem dito e que eu próprio disse, aqui. Projecção no mundo hispanico, nomeadamente em Espanha, no globo e contratos, muitos contratos: de venda de camisolas e, acima de tudo, televisivos.

Ontem, a chegada confirmada de Corona e de Layún trouxe a confirmação de que o processo está em marcha. Não me convenço de que estamos única e simplesmente perante uma simples operação de troca desportiva. Há, claramente, uma estratégia em prática que tenta projectar o FC Porto nos países com maior desenvolvimento e poder de compra da América latina, depois de apostas passadas e eternas no Brasil, Argentina e Uruguai (sem o mesmo efeito devido à quantidade de jogadores presentes em grandes clubes, na Europa) e, quem sabe, como ponte para os EUA, a verdadeira mina desportiva em termos económicos.

O efeito mexicano esteve ontem plasmado no jornal de maior projecção do país, o Record. Ou nesta peça da ESPN, reconhecido cala desportivo.

É inegável o valor dos jogadores – um pelo que sei e outro pelo que tantos afirmam. Mais um que chega e que tem maior projecção (o dobro) num dos mais influentes “barómetros” do social media do que o clube – o que diz tudo sobre a dimensão do mercado nacional e falta de aposta no externo – e mais uma garantia de que, bem pensada a estratégia – ainda melhor do que a colombiana, que deixou pontas soltas – poderemos vir a ter um FC Porto conhecido e reconhecido como um dos clubes de topo da Europa, internacionalmente. E isso, como sabem, é essencial: no retorno, na projecção e na vinda descomplexada de gente de grande valor.

Imbicto abraço!

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