Branqueamento

Branco mais branco não há…

De branco lavo-te, já?


Com branco te cheiro,

Por branco me vendo.

E assim sendo…


Entra, vezeiro

No galinheiro;

Forrado

A papel de tinteiro;

Embrulhado,

Olvidado!

Mais uma vez,

Sem mal achado

Por, disfarçado,

Passar de sujo a inocentado.


E assim seguem…

De braço dado.

Ainda te lembras de recente passado?


Mais um dia pernoito,

Nos mistérios da “Porta 18″…

Não há tentação que resista

A um retro-coito…


Sopra-lh´o vento…

Levanta-se o pó

Em ponto sem nó.

E segue o povo, jumento…

Sem dó.


Branco mais branco não há…

De branco, lavo-te já!

Amigo, 

De ti outra vez preciso!

Vem cá!

Abracadabra…

Branqueado está, pá!

Esquecido será…


pó


Imagem: Tony Buckingham, in Daily Mail

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