Mensagens de “carater” limitado

Imbicto leitor,

Interessantes tempos estes… Tempos de instabilidades, de reinvenção conceptual. Tempos de aparência, de éticas questionáveis e de deslizes de precisão em preciosismos particulares.

Aproveitando a boleia do acordo ortográfico (AO) – antes fosse às urtigas, (h)ortograficamente -, é interessante perceber a leveza das coisas. A forma despreocupada com que se alteram valores, com que se faz uso indiscriminado do vale tudo para levar o seu intento a bom porto. A forma dual com que se aprecia o acto, dependendo do lado de onde se aprecia; da tal perspectiva.

Aquilo que surgiu, ontem, como notícia de que Jorge Jesus enviou “torpedos” a ex-jogadores seus é o espelho daquilo que sempre disse e pensei do personagem:

“Joguem com dois ou três médios, vão perder”

“Se o Talisca jogar atrás do ponta de lança já perderam o jogo”

Mas não foi só Jesus… Quintero resolveu usar outro meio de expressão limitado – o Twitter – para lançar poeira numa espécie de TILT psicológico que deixou os mais atentos à sua situação, perplexos. Até pelo seu afastamento atempado da lista de convocáveis:

quintero a flipar

Merece um abrir de boca de espanto, mesmo para aqueles que, como eu, sempre defenderam a permanência do 10 de que precisávamos, tivesse ele tido a vontade da força atempada de provar que não quer jogar de cabeça baixa, abanada no embalo da corrida desajeitada do corpo.

Duas situações, dois limites; uma falta de caráter (AO) e uma falta de caractere.


Não acho grave, na medida da produção do efeito, enviar mensagens a pressionar adversários. Muitos o fazem, inclusivamente o “arqui-inimigo” português de Inglaterra. Mesmo assim, a gravidade não é expressão de carácter. E quem o tem, a ser verdade tudo aquilo, não o escreve, pois usou de um meio que lhe permitira outro tipo de confiança para abusar da mesma e atraiçoá-la, supostamente…

São “torpedos”. Cabe a cada um dos que os lê ser “patinho”, dando a pata, ou a patada. E a quem os manda, só lhes cabe acordar para a vida e perceber a imagem com que querem ser recordados por onde passaram e foram sempre acarinhados.

Não são situações comparáveis, mas são expressões limitadas daquilo que deveriam fazer e ser, nos locais apropriados. Misturando a limitação de caracteres de Quintero com a limitação de carácter de Jesus, estamos, claramente, perante duas situações e mensagens de “carater” limitado…

Imbicto abraço!

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