Coisas que interessam, do jogo de ontema

Imbicto leitor,

Ontem foi dia de Super-Taça. E como é estranha a sensação de ver outros, que não nós, a disputar algo que parece nosso; coisa predestinada.

Entre dentes cerrados e vergonhas latentes, a competição teve mais expressão que nunca, numa glória que viu defrontar dois dos cinco grandes (para mim, Braga e Vitória estão no pote, perdoem-me – porque ser grande não é só ganhar) apenas pela terceira vez, desde que o troféu começou a ser disputado, desde 79.

E vamos, então, àquilo que me parece pertinente, do jogo de ontem:

O FC Porto continua a ser, de forma destacada, o maior detentor do troféu, com 20 pedaços de história, tanto de cristal, quanto de prata.

O misticismo fabricado sobre a arbitragem portuguesa insiste em evidenciar-se, até quando o “melhor árbitro português” e o “melhor fiscal do mundo” fazem as tristes figuras que ontem se viu.

O Sporting é tão favorito quanto o foi no ano passado, agora embalado por um benfica menos favorito e sobejamente despido de toda a categoria que alguns jogadores tinham – ou porque foram embora, ou porque, simplesmente, estão com a cabeça fora daqui.

Júlio César pode muito bem ser o salvador de uma desgraça que levaria o benfica a um lugar muito constrangedor, este ano, a manter-se esta equipa e este treinador.

Rui Vitória começa, cada vez mais, a evidenciar-se como um Paulo Fonseca 2.0, não admirando que não passasse da terceira jornada, dando lugar ao argentino uma vez referenciado para o FCP e recém demitido do Marselha.

Rui Vitória foi fraco psicologicamente. Muito nervoso no banco, deixou-se ir na ladainha nojenta de Jesus e caiu no engodo ao mudar radicalmente o onze base.

Rui Vitória começa a perceber que não é por estar no benfas que pode comportar-se como um Senhor e ser educado e respeitador. Portugal não é um país de gentlemen. E de nada lhe adianta ser correcto quando se aproveitam disso para descredibilizá-lo. É auto-descredibilização pura, através da dos outros.

As defesas de ambas as equipas são um coador à espera da borra. Preparem-se, antes que percebam, tarde demais, que uma equipa começa a organizar-se atrás. A Europa é já ali…

Os jornalistas agora dividiram-se em duas correntes: uma que arranja pretextos fúteis para ofender Jesus e uma outra que faz do gesto de Jesus a Jonas uma “má interpretação”.

Luisão não jogou.

Nelson Semedo promete vir a ser um bom jogador.

Carrillo é um jogador extraordinário. Foi pena…

Sílvio já foi um bom jogador…

Gaitán está à espera de voltar a ser um grande jogador.

Octávio continua a meter-me nojo, especialmente quando lhe leio asneiras em raiva, nos lábios, sem som.

Bruno de Carvalho irrita-me, mas dá-me sempre gozo, só de pensar no que vai acontecer, a partir dos jogos com o CSKA.

Vieira estava “promiscuamente” bem acompanhado, ontem…

Foi a melhor coisa que podia ter acontecido: a vitória de um clube que se alimenta destes episódios, à espera que a realidade choque violentamente com o devaneio. Um treinador que derrotou a equipa que criou, vencendo de forma óbvia e arrogante, nuns 90 minutos de casos. A receita para que todos destabilizem está aí. Agora, é esperar e fazer o que nos compete.

E pronto, acho que por agora é tudo… Pelo menos, o Fonseca ainda levou o caneco…

Imbicto abraço!

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