Overreact ou react over?

Imbicto leitor,

Antes de mais, as minhas mais sinceras desculpas! Não esperes por artigos tão frequentes nos próximos dias por duas questões essenciais: indisponibilidade pessoal e indisponibilidade do wi-fi, que parece ter mais vontade própria do que uma senhora chegada ao vigésimo oitavo dia do mês. Não tenho tido, de facto e essencialmente, acesso à internet, num pós-“onde-você-estiver-está-lá” que teima em não funcionar e em não cumprir com os termos do contrato que assinei com a operadora.

E por falar em contratos, em cumprimentos, em honras e no princípio de troca que o Direito tão bem estabeleceu, consuetudinariamente, vem a lenga-lenga Che-Che-Che, de pessoas demonstrativamente mais cumpridoras dos pressupostos religiosos de Frei Tomás do que, propriamente, do Dios que os fundou teoricamente e ao qual erguem as mãos em tortura de joelho ao estilo de promessa mariana. Não sei se a culpa é do jogador, se é do ex-zé-aspirante-a-alguém do empresário que, fazendo jus ao nome, ainda vai acabar como a antiga cidade italiana devastada pelo Vesúvio – italiana, vejam lá… -, ou se é do FC Porto. Já não sei nada, de tanta cinza emanada dos meios corporativos de imprensa a favor de uma penumbra qualquer, a mando de um gajo não menos qualquer, sempre em prejuízo do FC Porto e de forma a criar a ilusão de que estamos no meio de um nada igual ao dos rivais, deles tão (re)queridos.

Daqui, e sem me alongar mais porque nem é preciso, quero é a massa. La “pasta“, preferencialmente, até amanhã e sem pinguinhas de quem quer viver acima das suas custas, à custa de estatutos que não tem! E, para mais pormenores, vão ler artigos como este e este! É que eu não estou para chatear-me com gentalha…

Mudando de assunto, houve dois episódios que me incomodaram sobremaneira, para lá da óbvia falta de utilização de jogadores do FC Porto em favor da divinização do homem a quem, alegadamente, rasgaram a camisola (“foi por ires à missa…”) e que, em abono da verdade, como treinador, vale tanto como um puto de cinco anos na primeira semana de aulas de violino. Os acontecimentos de que falo são, pois, de duplo carácter: um interno e um externo.

Este artigo do Imbicto Pedro Sousa é muito interessante. Há sinais incompreensíveis. Não partilhando – ainda e até ver -, da desilusão, porque o período de transferências encerra depois da silly season, como bem explicita o Imbicto Lápis Azul-e-Branco, identifico-me com alguns pontos de vista. Mas há, claramente e desde que Vítor Pereira saiu do comando técnico do clube, uma décalage entre o passado e o presente, tendo-se quebrado a intocável competência e infalibilidade da dita estrutura. Há uma série de comportamentos e de rumores – que não estão apenas fundados em recortes jornaleiros, mas antes em responsáveis oficiais de clubes e de jogadores e em desmentidos que, não havendo constante necessidade em fazê-los, devem fazer-se a partir de uma determinada altura em que a coisa fica preta -, que deixam qualquer portista a pensar… Falo, pois, dos jogadores (e caceteiros intocáveis) que não parecem estar, necessariamente, ligados à vontade directa e exclusiva do clube, pois não entendo o investimento em jogadores de extrema qualidade e promissores, nomeadamente aqueles que retornam ao clube, e que, preenchendo o miolo do terreno, já dariam para fazer três plantéis nessa parte do campo, de excelente qualidade. E aqui, o que mais me preocupou, foi uma notícia bastante provável de ser verdadeira (e nem falo dos nomes bíblicos e Santos), de um indivíduo extraordinário, uma espécie de William de Carvalho versão Super Sayan gaulês, que, por muito incrível e futuramente lucrativo que seja, levanta questões que, francamente, não lhes descortino o teor, ou pertinência.

Onde pára, afinal, Danilo Pereira? Esta é a primeira e mais fácil de responder. Imaginem as outras…

Uma segunda questão foi-me atirada durante o extremamente pertinente artigo do Imbicto Jorge Vassalo. Pá, nem sei o que dizer… Estou meio para o chocado. Pior, estou meio para o chocado, com um toque de normalidade… Esta normalidade estranha, tão veementemente aproveitada por alguns para tentarem denegrir em altíssimo grau a instituição FC Porto, com episódios que pretendem, claramente, contradizer a política aparente a que se retornou, com reflexo no investimento das promessas e da formação jovem. Artigos como este e este têm, para mim, um propósito menos inocente do que a utilização das palavras em realce e que pretendem transmitir o tal ambiente contraditório e caótico que torna outros clubes, nomeadamente aqueles que escorraçam empresários e que assinam cláusulas de (res)cisão tendo em conta, muito provavelmente, a inflação e os valores do euro daqui a quinze anos, em damas inocentes, virgens e ofendidíssimas…

Voltando à questão profunda, não percebo estas declarações de Hélton, num ambiente que, para quem admite que se deve procurar a estabilidade, parece ter dado uma patada num monte de terra fininha e seca:

“Qual foi o papel de Lopetegui na sua recuperação?
HELTON: Prefiro não falar a respeito disso. É melhor.

Consegue identificar os erros cometidos?
HELTON: Prefiro não comentar.
E o momento-chave da época, qual foi?
HELTON: Não termos vencido. Foi isso.

Com mais um ano de futebol português, teremos um Lopetegui mais adaptado nosso futebol?
HELTON: Não falo sobre o treinador.
Porquê?
HELTON: Prefiro falar do Helton.” in O Jogo, através do BiTri

A partir daqui, está tudo dito, por não ser dito o que devia ter sido dito, sem que, para isso, lhe tivessem ditado algo…

Deverei escrever algo sobre os “Pupilos do Sr. Andor” quando acabar o campeonato da Europa dos sub-21. Não há vitória que escamoteie uma verdades que merecem ser lançadas à cara de determinados indivíduos, sem nunca esquecer a justiça dos elogios a alguns e da injustiça da banalidade elogiosa a outros, nomeadamente ao Sérgio Oliveira, essa espécie de Lucho, na forma de jogar, dos tempos contemporâneos e que, francamente, começo a ver altamente condenada e comprometida, se se vierem a verificar determinada contratações, que tornarão esta e outras, em verdadeiros verbos de encher – nomeadamente com promessas de mística que não passarão de um banco, de um empréstimo, ou do retorno à B. Não quero acreditar nisto, mas até eu estou a ficar confuso com todos estes contextos. Não devia, mas sou homem. E o homem é assim…

Até breve!

Imbicto abraço!


Imagem de Capa: google images

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5 thoughts on “Overreact ou react over?

    1. Imbicto LAeB,

      Não são férias… Felizmente para mim, não fazê-las não é infeliz. A pausa tem que ver, precisamente, por não as fazer…

      Tenho a certeza de que tudo se remediará. Remediar, não! Resolverá!

      Imbicto abraço e bela observação, no teu pertinente espaço!

      Gostar

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