Hélton, a lenda que vive e joga

Imbicto leitor,

Pois é, meu caro… Aí está a “boa-velha-nova”! O Homem que de grande tem muito mais do que a altura acaba de renovar por… 2 anos(!) pelo nosso imbicto FC Porto.


hélton renova

Hélton e Pinto da Costa na fotografia da praxe (clicar na imagem para ler a notícia)


E como eu percebo esta imagem aqui acima… Como eu sei quantos invejam este grande ser humano que também é grande jogador. Aquele sorriso descontraído de que está tudo numá bôá. Aquele ar de Pinto da Costa, que não sei por quê, mas parece ter algo diferente que não vejo há algum tempo – e hão-de reparar nas imagens dele dos últimos anos. Aquela coincidência inenarrável da foto de fundo, ao ver o jogador do Bayern a querer cumprimentar o guarda-redes, de um lado e, do outro, o “invejoso” do campeão europeu, João Pinto, numa espécie de momento pós-ameaça em  enterrar o caneco na cabeça do presidente se não tivesse renovado… Pá, esta foto é muito boa, mesmo!

Hélton “não renovaria se não fosse vontade do treinador”, disse ontem presidente, depois de prolongar o vínculo do nosso captain, my captain. Parece impossível, mas a verdade é que um indivíduo com uma década de casa, que recupera com a sua idade (37) de uma lesão realisticamente inultrapassável (dadas as circunstâncias), merecia muito mais do que pertencer ao grupo dos “esquecidos”, ou “postergados” do FC Porto, num lote que se vai enchendo de conquistadores que saem sem glória, esquecidos numa praxis de gestão que por vezes não entendo…

E nele cabe tudo… Ainda que não o veja líder, vejo exemplo. Exemplo de dar, de receber. Exemplo de desportivismo (por vezes na hora politicamente errada, como se viu na Luz). Exemplo de que é possível ter no futebol um lugar melhor, um lugar onde se sua com o peso da camisola. Um lugar que deu ao futebol português uma das mais belas cenas de desportivismo de que me lembro, com os sportinguistas a aplaudirem de pé a saída do nosso Homem bom.

Seja de cavaquinho, sorriso, ou palavra mole, Hélton pertence ao lote dos insubstituíveis da História do FC Porto, num lugar que começou ingrato, sob o peso de render Baía.

Quem, na sua idade, faz tudo isto e o que vimos em Braga, merece tudo o que se possa imaginar desportivamente. E já a palavra vai longa de mais para caracterizar e agradecer a Hélton tudo o que por nós tem feito. Porque merece poucas palavras – as certas.

E por tudo isto e mais alguma coisa, cá estaremos para levar em ombros quem em ombros leva o clube, num peso que só ele, hoje, sabe qual é. E não, nós também não queremos que pares por aí, continuando a mostrar que o tendão de Aquiles é a parte mais forte do nosso imbicto corpo.

Imbicto abraço!

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