O segundo passo depois do primeiro II

Imbicto leitor,

Nota prévia: Solidarizo-me com a família de Lucas. O futebol deverá, ele próprio, ser uma família no sentido de evitar que perdas destas aconteçam, seja durante, ou após a carreira, sempre que haja uma probabilidade alta de isto vir a acontecer. É um tema difícil, polémico, mas que carece de debate. Fica aqui expressa a minha homenagem a todos aqueles que partiram desta forma tão ingrata.


Continuo então o artigo de ontem, a propósito da nova época.

O campeonato já lá vai e os dias de glória ou de isolamento de quem perde ou de quem vence são efémeros. Um ano resumido a uma semana de onde apenas sobrarão lembranças, ressentimentos subcutâneos, ou más intenções para lavar roupas menos limpas – sejam elas branqueadoras de inimizades, ou de escandalosas fábulas de embalo maternal.

Importa portanto dar realce à nova época e às imensas novidades que vão aparecendo todos os dias, na tentativa de olvidar essa fome de bola que só agora começa.

Hoje, gostaria de dar uma cacetada nesses pseudo-patriotas militantes que não sabem distinguir nacionalismo de patriotismo. E tenho toda a legitimidade para dizer estas tretas, até porque já sabem que não me sinto minimamente português, nesse sentimento que deixo para outros, na busca constante da valorização do passado que só nós e alguns europeus dão na escola, para além das versões desvirtuadas dos acontecimentos, num papel que o Norte deixa sempre de bom grado ao todo português. Seria bom que o mesmo acontecesse ao contrário, mas pronto…

E aproveito esta deixa para esfacalhar mentalmente os obtusos comedores de palha que se divertem nessa “montanha-americana” (Miguel Lima, onde raio se mete o copyright nestas cenas?) chamada facebook.  Esse mundo particular de cada um, onde o Direito só agora começa a chegar, permite, por ora, dar ênfase à fase do “eu”, algures entre a teoria freudiana do anal e do fálico…

Alberto Bueno é um avançado que pode trazer coisas novas a este FC Porto. A lógica do 4-4-2 poderá ser explorada com grande amplitude, especialmente se se vier a confirmar a saída de Jackson. E se não sair, será um bom substituto para Óliver, numa táctica que explore Jackson ou Àbombakar de uma forma diferenciada. Poderá ainda vir a ser um Jackson em potência, pois conheço poucos avançados de qualidade e tão baratos que façam um multitasking de maneira tão feliz.

Já sei que a problemática que começa a fazer escola é a da discriminação nacional do gajo. Mas, minha gente… Para além de estarmos num mundo global, a UE aproxima-nos mais do que nos separa, por muito que tentem ignorar ou acreditar em fábulas auto-determinadas dos povos em pleno séc. XXI.

Após os rumores que faziam destaque de Bueno como potencial reforço, comecei a seguir o Rayo com outro interesse, depois de ver que nem os outros tugas acrescentavam algo de especial a não ser as notícias de saídas à noite ou de erros de defesa (o costume). O homem marcou 17 golos naquela que, para mim, é a segunda melhor liga do mundo, a espanhola. É o segundo avançado espanhol com mais golos marcados, a seguir ao basco do Atleti do qual não me recordo do nome, mas que talvez seja melhor para alguns portistas e outros, de tanto ódio que vão semeando por aquelas gentes tão nobres.

Existe uma outra corrente que me vem tirando o sono: os “comparadores”. Falamos, pois, de adeptos que fazem questão em rotular. “O novo Messi”, “o novo Moutinho” e, neste caso, “o novo Adrian”. Só não entendi se, insisto, tem que ver com o facto de ser espanhol, ou se tem que ver com uma posição ocupada no campo que não é comparável de maneira tão óbvia com a de Bueno… Para além do mais, parece certo que Adrian não terá tempo para calar tantos que dizem mal dele (pelas razões erradas), porque deverá rumar de volta a casa, ou de encontro a outros desafios, até pelos valores ainda não pagos ao/ pelo Porto e por eventuais encaixes com Óliver/ Jackson, de que tanto se fala.

E por falar em massa, Bueno é, como indica o seu nome, um “bueno” negócio, de alguém que assinou a troco de menos massa do que aquilo a que obrigam as burocracias de representantes e prémios de assinatura.

Portanto, minha gente, calma! Espero que o home vos cale essa discriminação de pendor nacionalista que vos invade! Pois se os “n(v)ossos” (portugueses) forem realmente bons, lá estarão no onze inicial. E Lopetegui já provou tê-los para isso, vale!?

Imbicto abraço!

P.S.: Preocupem-se antes com o “por mim começava já”, do que com o “não sei se fico, vamos ter de conversar”…

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