O segundo passo, depois do primeiro I

Imbicto leitor,

Sempre se ouviu falar na expressão: “começar com o pé direito“. É uma expressão feliz… Especialmente para quem se moldou ou foi moldado a ser destro, por preconceito social, ou por imposição do ensino primário, nos tempos da “antiga senhora”, quando as reguadas e os chapéus de burro eram prática “democratizante”.

Por isso mesmo, pegando na expressão e aproveitando para retirar a carga psicológica inerente à coisa, acredito que começámos com o pé esquerdo. Na minha perspectiva, não é garantia de que se tenha começado mal. É antes a garantia de que se começou diferente; não propriamente mal, p´tanto… E como para mim o pé esquerdo é sinónimo de alegrias raras, acredito que o soslaio carregado no olhar dos mais fervorosos militantes da insatisfação plena será rapidamente substituído por um olhar emocionado, pleno de alegria.

A época terminou. Recomeça uma nova com garantias antigas: permanência e tentativa de estabilidade. Hélton parece ser um desejo comum, indo contra as minhas críticas de há uns dias. Bueno já cá está para resolver a papelada e para correr em cima da passadeira com adesivos colados no peito. Carlos Eduardo tem marcha de retorno accionada e Sérgio Oliveira retorna à casa que o viu fazer-se gajo de fibra.

Capa O Jogo 25.05.2015

Há ainda outros casos que estão numa incógnita que muito me admira, como é o caso de Jackson. A ver vamos se o desejo presidencial se efectiva, mas teremos de perceber que o sacrifício poderá dar certeza a mais duas saídas, em modo compensatório e, potencialmente, uma renovação com contornos curiosos, mas sempre a ter em conta uma desvalorização progressiva, devido à idade, independentemente do desempenho. Aqui, o Fair-Play financeiro tem também um papel fulcral relativamente ao comportamento de potenciais interessados. Mas quanto a Jackson, gostaria de fazer um artigo só sobre essa temática mais para a frente…

Haverá ainda casos a solucionar. Quintero provou nada, nesta época, num papel que, provavelmente, teria assentado melhor a Carlos Eduardo, não fosse a incógnita de como e quando utilizá-lo, ao início da época – facto que o levou para “porreiras” paragens, valorizando-se, crescendo e ganhando mercado. Acredito que será encontrada uma solução para Quintero que não passe pela venda, mas antes pela cedência a um clube estrangeiro de uma liga europeia de média dimensão, por todas e mais algumas razões que se prendem com motivação, oportunidade de jogar, valorização e mercado e, claro, retorno do investimento, nem que seja como possível moeda de troca futura numa transferência mais pertinente.

Gostaria ainda de analisar o caso específico de Campaña. Não falarei de potenciais jogadores a virem ocupar o seu lugar. Falemos dos que cá estão, ou que têm possibilidade de prolongar vínculo. Rúben Neves terá a oportunidade de reafirmar-se e, quem sabe, competir com Herrera na posição 8, já para não falar da posição 6. Para a mesma, Casemiro seria uma importante manutenção na equipa, num negócio que, quem sabe, envolvesse Alex Sandro, de tanto que tem sido falado para o Real. Mas isto traria desequilíbrios ainda maiores à nossa defesa. Voltando à posição 6, lamento que Campaña não tenha mostrado mais daquilo que é. Acredito que está ali um grande jogador, tecnicamente e pessoalmente, pois parece ter uma personalidade bastante vincada e disponível – veja-se a forma empenhada com que sempre jogou na B. Para além do mais, falamos de valores relativamente económicos para o FC Porto. A questão é: onde encaixar um jogador destes, claramente sem lugar? Mikel perdeu-o devido à mesma lesão que possibilitou a ascenção de Rúben, Podstawsky parece também ele ter perdido o comboio (infelizmente) e Sérgio Oliveira está aí. Portanto, a saída será o cenário mais provável…

Kelvin deverá continuar a mostrar-se para um mercado externo numa possível venda. Um jogador como ele não merecia este fim, no nosso clube, mas também não podemos tornar as pessoas em eternizações e promessas. Não podemos ainda insistir em cegar a consciência quando Hernâni e outros valores emergentes como Ivo, André Silva, ou Frederic começam a mostrar que existem outras possibilidades. O mesmo sucederá com Josué, que sempre que fala dá merda, ou com Ghilas, Abdoulaye, ou Licá. Aliás, a lista de emprestados multiplica-se e o clube não tem sabido gerir da melhor maneira essas situações, na minha modesta opinião.

Continua…

Imbicto abraço!


P.S.: Eu, que tanto tenho criticado a Dragões Diário, gostaria de chamar a atenção para aquilo que deve ser a forma de comunicar aproximada, no exemplo de hoje.

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5 thoughts on “O segundo passo, depois do primeiro I

    1. Precisamente!

      Os próprios contornos do negócio são sui generis, mesmo atendendo à circunstancia de então e à impossibilidade de ir a Clasie ou a Darder, segundo foi confirmado por partes envolvidas.
      É pena… Não gostaria de ficar sem ele mas, realmente, é difícil de encaixar – o jogador e a situação…

      Imbicto abraço!

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