FC Porto, um clube que precisa de respeitar-se a si mesmo

Imbicto leitor,

É hora de mudar a página. Devo estar a ser veementemente criticado pelos vossos intelectos por dar demasiada atenção a pormaiores. A tecla ´tá gasta e siga!

Foi com alguma estupefacção que li esta notícia, n´O Jogo (clicar na foto para ler a notícia):

o jogo picaretas

Isto é sinal de qualquer coisa… Bem mais do que nos tempos de Delneri, ou de Adriaanse, há qualquer coisa de catastrófico que se começa a cheirar.

Uma estrutura que continua a jogar aos silêncios que faz lembrar aqueles putos que pedem ao amigo “pau-mandado” que diga ao gajo ao lado o que lhe está a dizer a ele. É uma espécie de ceninha incompreensível, como incompreensível será o silêncio depois da “Liga Aliança” e dos roubos à carteirista: cirúrgicos, rápidos e escondidos na multidão. Não que Francisco J. Marques seja um “pau-mandado”, mas o raciocínio transmitido é esse: o da interposta pessoa, desgastando a sua credibilidade e a credibilidade da instituição, ao escolher esta forma de comunicar. Portanto, há justificações a dar neste plano, nomeadamente através de Rui Cerqueira. E o mesmo poderá ser dito de Lopetegui, já a cheirar a foguete queimado por todo o lado, por culpa alheia, dando o corpo a tudo o que era artilharia.

Não que os elementos afectos ao clube não tenham uma certa razão, demonstrada de uma forma original, mas um bocado ameaçadora, como se estivéssemos perante a Reforma Agrária. E sinceramente, não sei muito bem o que dizer quando estes episódios insólitos acontecem, especialmente depois de tanto apoio, em tempos difíceis, onde parece ter havido empenhamento único do treinador.

lopetegui a dar cacete

É uma fotografia que diz tudo… Assim como há um gesto que diz ainda mais, mesmo que o mesmo tenha sido feito depois do golo falhado de Jackson e não depois do golo sofrido, contra Os Belenenses, presidido pelo Dragão de Ouro falsificado que era já era tão portista desde o momento em que ainda nem os progenitores se teriam conhecido (com todo o respeito para os senhores, porque qualquer pessoa sabe onde quero chegar).

A passividade reaccional daquela gente enerva. Dá vómitos. Torna-me convulsivo. Torna-me atónito. E torna o FC Porto num clube descaracterizado, onde já ninguém respeita alguém, nomeadamente os de fora para os de dentro.

E este reflexo estende-se ao mais basilar dos princípios, já tornado universal por entre portistas: a mística.

Como já tive a oportunidade de escrever noutros artigos, essa mística nada será se não houver actores. Esses actores são parte dos vários degraus estruturais e basta que um não a tenha para que não haja sintonia. Não é uma questão de pensamento único, mas antes de unicidade e resiliência.

É desta forma que não entendo isto, n´O Jogo (clicar na foto para ler a notícia):

helton continua

Nem isto, n´O Jogo (clicar na foto para ler a notícia):

reinaldo

E é desta forma que, não respeitando a sua matriz, por muito portismo existente nas camadas jovens, o clube não se respeita a si mesmo, pagando aos seus maiores símbolos com a porta de saída escancarada, num “faz favor” implícito.

Faça-se algo! Antes que algo nos faça qualquer coisa…

Imbicto abraço!

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s