Quando a subjectividade não reina, é lixado…

Imbicto leitor,

Deves calcular que falarei de outro assunto, mas a a verdade é que, hoje, voltarei a falar do costume: Lopetegui.

E por que carga d´água – ou d´égua, porque também as há – é que quero tocar sempre na mesma tecla? Simples, porque gosto de colocar-me ao lado de quem anda com falta de resguardo adequado (ou manto azul-e-branco), depois de ter dado provas subjectivas e objectivas de que é o treinador ideal para este FC Porto.

Adivinharás, pois claro, que a dita tecla mencionada no parágrafo anterior é a primeira da escala, o dó. E é o dó para lá do trocadilho infeliz aplicável ao homem – sujeito passivo e aparentemente condenado ao fado dos trocadilhos. É o dó, porque inicia a escala. Porque é aqui que começamos a aprender.

Lembro-me da minha infância e das aulas de piano da Prof. Margarida. Nossa Srª, como ela era grande… E proporcionalmente a ela, era a mão e a voz que mais tarde viria a esgotar-se.

Esta nostalgia que m´assola vem a jeito. Vem a jeito porque só depois do dó é que comecei a levar porrada – ora nas mãos, ora nas costas, porque perdia a postura. O dó corre sempre bem. O pior é a porra do ré. Mas dá sempre jeito, antes de chegar às teclas pretas e aos pedais. A verdade é que Lopetegui faz-me lembrar a minha pessoa quando tinha aulas de piano com a Profª Margarida: começou bem, determinado; errou uma vez e levou, na rotatividade excessiva; levou duas vezes e levou, ao deslizar onde não devia; errou três vezes e continuou a levar, quando achou que sabia tocar a escala na boa.

Curiosamente, Lopetegui ainda nem sequer chegou às “notas pretas”, como diz o leigo nestas coisas. Nem às notas pretas, nem aos pedais. Mas Lopetegui é promissor. Leva, rectifica, insiste e tem ali arte; um “je ne sais quoi” qualquer que caracteriza os dotados.

E nós? Nós, adeptos? Nós somos a plateia do primeiro concerto. E como todos sabem, numa plateia há de tudo. Há uma Margarida (ou duas), há amantes de música exigentes que não percebem patavina, há coleguinhas invejosos, há pais de coleguinhas ainda mais invejosos e há os pais do desgraçado que está a tocar – daqueles que, como a nossa estrutura, ainda não se percebeu bem que tipo de pais são com ele, a não ser daquilo que vimos na educação dos outros filhos. E já me esquecia dos jornalecos da cidade, conotados com outra escola da zona… E já sabem o que este tipo de jornaleco faz…

A analogia aplica-se bem a este estado de coisas. Há um mundo a tentar cair em cima do “aprendiz” prometedor, Lopetegui. Num país que torce para que o gajo se f*da à grande. E todos querem isso por uma razão: porque já todos perceberam que ele é bom, mas a subjectividade e o instinto não deixam admitir:

fwr Lopetegui

Imbicto abraço!


Imagem de Capa: UEFA

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