Breves | A rotunda de Paredes

Já toda a gente sabe onde quero chegar…

Confesso, não sei como qualificar

O teor vernacular

Saído em dilatada jugular.


Perdoem-me as gentes de Paredes!

Entre gente boa em má em toda a terra,

A minha memória apenas conserva

Aquela rotunda qu´`a entrada vedes.


Monstro colossal!

Cinza-rubro, de dimensão anormal

Recebe as gentes

Em esplendor irreal.


E nada tenho contra a terra.

Mas a porra da memória,

Que m´enerva,

Reconserva,

Perra,

Adjectivo à entrada escrito a partir de ´glória´…


Sendo mais concreto ainda:

Carlos Daniel esteve mal…

Nunca lhe guardei ódios pelo clube que ama;

Mas depois disto, se doutro clube fosse,

Far-lhe-iam a cama.

Não sendo público comportamento,

Pouco doce,

Por muito menos, fez-se de Gobern ´despedimento´


Pior… E sem ironia:

Homem inteligente,

Culto,

De palavra não temente,

Aparente,

Foi dando gosto jornalístico à gente

Até agora o ver de cabeça quente…


E perdoa-me, Carlos Daniel!

Não há perdão de quem te veja, fiel,

Que aguente tanto fel.

Privada, ou pública,

Obriga a tua circunstância a que sejas pessoa mais pudica!


E assim me retrama a memória…

Pois que depois de reentrado na rotunda,

Lembrar-me-ei dessa tua escrita:

Nesta circunstância, que irrita:

Imunda…


E é pena, pois em mim, tua consideração se afunda…

Com boa recordação de ti que tinha, moribunda.

Assim é, a traição em mente fecunda…


Imagem de Capa: Fonte

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s