Silêncios indecentes

Ecoa forte e vazia
A câmara da verdade;
Sem questão não desafia,
Como me dá saudade…

Onde anda, Presidente?
Que d´orgulho enchia a gente…
Feitos não lhe tiram,
Mas acredite:
Quem cala consente.

Quo vadis, inquisidor?
Na retina
Dúvida vês latente.
Não há que ter pudor,
Usar batina,
Quando desgraça se nos vaticina.

Das glórias dúvida não lhe fica!
Emoção,
Discurso,
Rubrica…
Qu´é da força doutras batalhas,
Em guerra que mortifica?
Não há maioria
Absoluta
Que em coligação,
De nos estender a mão não abdica..

Somos Porto!
Renove essa razão!
Ensaie um safanão!
Reponha certo, o torto!

É fala entre mudos…
Palavrinhas, sem força já as tem.
Perdoe-me, Presidente!
Assim, que sigam outros
Atrevidos e raçudos.

E de nós de quota na mão,
Bilhete pago,
Amor,
Dedicação…
Tantas razões encerra a razão (ou não…)
Para que não se quede ao lado.

Por favor, Presidente!
Não ignore este recado!

Nada mais a dizer.
Agora do verbo fazer,
Que se faça o que deve ser feito,
Doa a quem doer!
É uma questão de respeito.

Mate esse silêncio suspeito!
Por si, por nós, sua gente;
Numa resposta com mão ao peito,
Que de vez, por vez, s´olvide o silêncio indecente!

Boa sorte, Presidente!

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One thought on “Silêncios indecentes

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